Por Antônio Zacarias - Condeno de forma firme e inequívoca a invasão dos Estados Unidos à Venezuela. Intervenções militares estrangeiras, travestidas de discursos humanitários ou de defesa da democracia, historicamente produziram mais sofrimento, instabilidade e mortes do que soluções reais para os povos afetados. A América Latina conhece bem esse roteiro: soberania violada, instituições destruídas e gerações inteiras pagando o preço de decisões tomadas fora de suas fronteiras.
Nenhuma nação tem o direito de impor, pela força das armas, seu projeto político, econômico ou geopolítico a outra. A autodeterminação dos povos é um princípio fundamental do direito internacional e deve ser respeitada sem exceções. Bombas não constroem democracia, sanções não alimentam crianças e ocupações militares não geram liberdade.
Dito isso, é igualmente necessário afirmar com clareza: condenar uma invasão estrangeira não significa apoiar ditaduras. Não concordo, não relativizo e não fecho os olhos para regimes autoritários, para a repressão política, para a perseguição a opositores, para a censura ou para a degradação das condições de vida do povo venezuelano. Ditaduras, sejam de esquerda ou de direita, negam direitos, concentram poder e sufocam a democracia.
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A falsa escolha entre apoiar uma intervenção imperialista ou defender um regime autoritário é uma armadilha. É possível — e necessário — rejeitar ambos. O povo venezuelano merece liberdade, democracia, justiça social e desenvolvimento, mas isso só pode ser construído pelos próprios venezuelanos, por meio do diálogo político, de eleições livres, de instituições fortes e do respeito aos direitos humanos.
A comunidade internacional tem um papel a cumprir, sim — mas esse papel deve ser diplomático, humanitário e multilateral, nunca militar. Apoiar negociações, aliviar o sofrimento da população, incentivar soluções políticas internas e respeitar a soberania nacional é o caminho responsável e ético.
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Em um mundo cada vez mais marcado por conflitos e interesses geopolíticos, reafirmo uma posição clara: sou contra invasões, contra o imperialismo e contra ditaduras. A democracia não nasce da força, nasce da vontade popular. E a soberania não é negociável.