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Política no Amazonas
O SEQUESTRO DO TEMPO: Mobilidade e o custo político do caos em Manaus
Foto: Reprodução/Portal do Zacarias

O cenário político para 2026, que analisei anteriormente, não será decidido apenas por alianças de gabinete. O voto decisivo virá de quem sente o asfalto e o relógio. Se o Amazonas quer avançar, precisamos enfrentar o "sequestro do tempo" que atinge a classe trabalhadora com soluções que o mundo já utiliza, mas que aqui ainda parecem ficção.

 

Para ilustrar, cito um caso real: se minha secretária, moradora do Jorge Teixeira, sai de casa antes das 6h00, ela leva 45 minutos até o Aleixo. Se ela atrasa apenas trinta minutos e sai pós-6h30, o tempo de viagem dobra para 1h30. No final do dia, são 3 horas diárias perdidas. No final de um mês, ela terá gasto 60 horas dentro de um ônibus — o equivalente a dois dias e meio de sua vida jogados fora todos os meses. Esse drama não é apenas doméstico; ele trava todo o estado.

 

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O CUSTO DA INEFICIÊNCIA: PRODUTIVIDADE E VIDA

 

O trânsito de Manaus é um ralo por onde escorre o nosso PIB. São cargas de supermercados paradas, encarecendo o prato do povo; são ambulâncias retidas em gargalos, onde minutos decidem vidas; e são crianças perdendo tempo precioso de aprendizado em ônibus escolares. O travamento da mobilidade gera uma perda de produtividade em massa que afeta do pequeno comerciante à grande indústria.

 

O EXEMPLO QUE VEM DE FORA E O POTENCIAL QUE TEMOS EM CASA

 

Metrópoles como Pequim, na China, venceram desafios maiores com engenharia de ponta. Lá, utilizam sistemas de sinalização inteligentes que ajustam o fluxo em tempo real e viadutos multinível (3 ou 4 níveis) que eliminam cruzamentos críticos. Manaus precisa dessa expertise internacional para redesenhar pontos como a Bola do Coroado.


Ao mesmo tempo, não podemos mais dar as costas para a nossa hidrografia. O rio deve ser o nosso "metrô", integrando lanchas rápidas ao sistema de ônibus para descongestionar as vias terrestres.

 

A UNIÃO DAS ESFERAS: UM PACTO PELO AMAZONAS

 

Para que esse "choque de engenharia" aconteça, o próximo gestor precisa ter a capacidade de unir as mãos. Solucionar a mobilidade exige um pacto federativo real: uma parceria técnica e financeira entre a Prefeitura de Manaus, o Governo do Estado e o Governo Federal. Sem essa sintonia institucional entre os três níveis de governo para captar recursos e alinhar projetos de grande porte, continuaremos reféns de paliativos.

 

CONCLUSÃO:


O político que apresentar uma solução real, unindo a tecnologia de Pequim, a força dos nossos rios e a articulação entre Município, Estado e União, terá o maior capital eleitoral de 2026. O Amazonas só avançará quando o tempo do cidadão — e a produtividade do estado — forem tratados como prioridade máxima. 

 

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