Bombardeios atingem Teerã e outras cidades; retaliação iraniana alcança Israel e bases americanas no Oriente Médio.
Um ataque coordenado dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã deixou ao menos 201 mortos e 747 feridos, segundo a imprensa iraniana, com base em dados da rede humanitária Crescente Vermelho. As explosões ocorreram na madrugada deste sábado (28), atingindo a capital Teerã e outras cidades estratégicas do país.
De acordo com autoridades israelenses, os alvos incluíram áreas próximas ao palácio presidencial e instalações ligadas ao líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei. Também teriam sido atingidas estruturas militares e centros ligados ao programa nuclear iraniano. O paradeiro de Khamenei não foi confirmado oficialmente, embora fontes indiquem que ele não estaria em Teerã.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que a operação busca eliminar o que classificou como “ameaça existencial” representada pelo regime iraniano. Já o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que o objetivo da ofensiva é destruir o programa nuclear do Irã e impedir que o país desenvolva armas atômicas. O Pentágono descreveu a ação como uma operação de grande escala, que pode se estender por vários dias.
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MORTES DE AUTORIDADES E IMPACTOS CIVIS
Fontes ouvidas por agências internacionais indicam que o ministro da Defesa iraniano, Amir Nasirzadeh, e o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammed Pakpour, estariam entre os mortos. A imprensa estatal iraniana também relatou a morte de estudantes em um colégio no sul do país e vítimas em instalações civis.
Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones contra o território israelense e contra bases americanas no Oriente Médio. Sirenes foram acionadas em diversas cidades de Israel, e explosões também foram registradas em países como Catar, Bahrein, Kuwait, Iraque, Jordânia e Emirados Árabes Unidos, onde há presença militar norte-americana. Sistemas de defesa antimísseis foram ativados em vários pontos da região.
O Exército dos EUA informou que não houve militares americanos feridos e que os danos às bases foram considerados mínimos.
FECHAMENTO DE ROTA ESTRATÉGICA E IMPACTO INTERNACIONAL
O Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de petróleo, foi fechado por razões de segurança, segundo a agência iraniana Tasnim. A medida elevou ainda mais a tensão nos mercados internacionais.
Companhias aéreas suspenderam voos para o Oriente Médio. O aeroporto de Dubai interrompeu operações temporariamente, e voos que haviam partido do Brasil com destino à região precisaram retornar.
Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores do Irã classificou o ataque como “agressão militar criminosa” e afirmou que responderá com firmeza. O governo iraniano solicitou providências da Organização das Nações Unidas (ONU) e reiterou que seu programa nuclear tem fins pacíficos.
CONTEXTO DE TENSÃO PROLONGADA
A ofensiva ocorre após semanas de negociações sobre o programa nuclear iraniano. Representantes americanos e iranianos haviam se reunido recentemente em Genebra para discutir limitações no enriquecimento de urânio. Apesar de sinais iniciais de avanço diplomático, o clima de desconfiança permaneceu elevado.
As relações entre Irã e Estados Unidos são marcadas por hostilidades desde a Revolução Islâmica de 1979. O rompimento do acordo nuclear de 2015 durante o primeiro mandato de Trump e a retomada de sanções agravaram a crise econômica iraniana, que enfrenta inflação elevada e forte desvalorização da moeda.
Analistas internacionais avaliam que a atual escalada pode desencadear retaliações adicionais e ampliar o conflito para outros países do Oriente Médio, aumentando o risco de uma guerra de maiores proporções.
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A comunidade internacional acompanha com apreensão os desdobramentos, enquanto líderes globais pedem contenção e retomada do diálogo para evitar um confronto ainda mais amplo.