Geraldo Neto admitiu no interrogatório à Corregedoria da PM de SP que apagou mensagens de discussões com Gisele Alves, revelou ter feito sexo com a mulher antes da morte e disse que brincadeiras sobre macho alfa e fêmea beta eram uma piada do casal
O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de matar a esposa, a soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana, chorou durante interrogatórios e voltou a negar participação na morte da policial. As gravações mostram o oficial afirmando que Gisele teria cometido suicídio e dizendo estar sofrendo dentro do presídio onde está detido.
Durante os depoimentos, Geraldo apresentou sua versão sobre os acontecimentos que antecederam a morte da esposa e respondeu a questionamentos relacionados às mensagens trocadas pelo casal. O oficial também falou sobre a rotina no sistema prisional e contestou pontos da investigação que apontam para a possibilidade de participação dele no crime.
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OFICIAL DIZ QUE SOFRE NA PRISÃO
Durante um dos depoimentos, Geraldo afirmou que é tratado como um “escravo” dentro do presídio Romão Gomes, da Polícia Militar, na Zona Norte de São Paulo. Ele relatou dificuldades na rotina da prisão e disse que precisa realizar tarefas de limpeza e pedir autorização a soldados para acessar determinadas áreas. O oficial também afirmou que preferiria estar morto a continuar preso diante do que descreveu como sofrimento.
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‘MACHO ALFA’ E ‘FÊMEA BETA’
Questionado sobre mensagens encontradas nos celulares do casal, nas quais se descrevia como “macho alfa” e chamava Gisele de “fêmea beta”, Geraldo afirmou que as expressões faziam parte de uma brincadeira relacionada à vida sexual dos dois. Ele também confirmou que manteve relação sexual com Gisele antes da morte, mas explicou que inicialmente não contou esse detalhe à polícia por considerar o assunto íntimo.
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OFICIAL ADMITE TER APAGADO MENSAGENS
Durante o interrogatório, Geraldo também reconheceu que costumava apagar mensagens de conversas com Gisele, inclusive após discussões entre o casal. Ele afirmou que fazia isso para evitar que outras pessoas tivessem acesso ao conteúdo das conversas. A declaração passou a integrar o conjunto de informações analisadas pela investigação.
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Fotos: Reprodução
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PERÍCIA AFASTA HIPÓTESE DE SUICÍDIO
Gisele Alves Santana foi encontrada morta com um tiro na cabeça em fevereiro deste ano, no Brás, região central de São Paulo. Um laudo complementar do Instituto de Criminalística apontou que os vestígios não permitem descartar a participação de uma segunda pessoa e indicou inconsistências na hipótese de suicídio. A perícia também apontou marcas de agressão no rosto da vítima e sinais de que o corpo e a arma podem ter sido reposicionados. Geraldo está preso preventivamente e nega o feminicídio.