Candidato ao Governo do Amazonas apresentou propostas durante passagem por Boca do Acre e Pauini e defendeu regionalização da saúde para reduzir a dependência de Manaus
O candidato ao Governo do Amazonas Omar Aziz (PSD) aproveitou a passagem por Boca do Acre e Pauini para colocar a saúde do interior no centro de sua campanha. Neste sábado (5), em Pauini, ele defendeu a construção de um hospital regional com 150 leitos de média e alta complexidade para atender os municípios da região do Purus.
A proposta é fazer com que pacientes de Boca do Acre, Pauini, Canutama, Lábrea, Tapauá e municípios próximos tenham acesso a uma estrutura hospitalar mais completa sem precisar enfrentar, em tantos casos, a longa e difícil viagem até Manaus.
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“Aqui, no Purus, eu vou ter que fazer um hospital de 150 leitos de média e alta complexidade”, afirmou Omar durante encontro no município.
HOSPITAL REGIONAL E UTI AÉREA 24 HORAS
Além do hospital, Omar propôs manter uma UTI aérea disponível 24 horas na região para realizar a remoção de pacientes em estado grave ou que necessitem de procedimentos ainda mais especializados.
O candidato argumentou que a concentração de médicos especialistas e serviços de alta complexidade na capital cria uma enorme dificuldade para quem vive no interior.
Cardiologistas, ortopedistas, ginecologistas e outros especialistas, segundo ele, precisam estar mais próximos da população. A ideia é transformar municípios estratégicos em polos regionais de saúde, com hospitais equipados, leitos de UTI e capacidade para resolver parte dos casos que atualmente terminam encaminhados para Manaus.
“PREFEITURA PAGANDO PARA HOSPITAL DO ESTADO FUNCIONAR”
Durante a agenda, Omar também levantou outra questão que promete render discussão.
Segundo o candidato, hospitais que pertencem ao Estado estariam funcionando com trabalhadores pagos pelas próprias prefeituras.
Omar afirmou que visitou o hospital de Boca do Acre na sexta-feira (4) e encontrou uma situação que chamou sua atenção: de acordo com ele, mais de 200 trabalhadores que atuam na unidade estadual são pagos pela Prefeitura de Boca do Acre.
Ele disse ter encontrado situação semelhante em Pauini.
Para Omar, essa conta deveria ser assumida pelo Governo do Amazonas, permitindo que as administrações municipais utilizem seus recursos em outras responsabilidades.
CONCURSO PARA A SAÚDE
Como alternativa, o candidato anunciou que pretende realizar concursos públicos estaduais para reforçar o quadro da saúde.
A proposta é que os profissionais necessários ao funcionamento das unidades estaduais sejam contratados pelo próprio Estado, com vínculo e direitos trabalhistas assegurados.
Na prática, Omar sustenta que isso permitiria retirar das prefeituras uma despesa que, segundo ele, atualmente compromete parte dos cofres municipais.
DEPENDÊNCIA QUÍMICA TAMBÉM ENTROU NA AGENDA
Outro tema abordado pelo candidato foi a dependência química.
Omar defendeu a criação de uma rede de atendimento envolvendo psicólogos, psiquiatras e assistentes sociais, além de parcerias com as prefeituras e instituições religiosas para acolhimento.
Segundo ele, a dependência química precisa ser enfrentada como um problema de saúde pública, com tratamento para o dependente e acompanhamento de sua família.
O candidato também citou a necessidade de políticas específicas para pessoas com deficiência e para mães e familiares que acabam abandonando trabalho e outras atividades para cuidar integralmente de filhos que necessitam de acompanhamento permanente.
INTERIOR NO CENTRO DA CAMPANHA
A passagem por Boca do Acre e Pauini faz parte da estratégia de Omar de percorrer o interior apresentando a regionalização da saúde como uma das principais bandeiras de sua candidatura.
Na região do Purus, onde distâncias gigantescas e dificuldades de transporte tornam qualquer emergência médica ainda mais dramática, a promessa de um hospital de 150 leitos e de uma UTI aérea funcionando 24 horas certamente será explorada pela campanha.
Agora, como acontece com toda grande promessa eleitoral, caberá ao eleitor acompanhar não apenas o anúncio, mas também onde o hospital seria construído, quanto custaria, de onde sairia o dinheiro e em quanto tempo poderia ficar pronto, caso Omar seja eleito.
Porque no interior do Amazonas, onde muitas vezes chegar a um atendimento especializado significa viajar centenas de quilômetros, hospital regional não é luxo.
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