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OMS cobra explicações da Rússia após morte de funcionária de instituto de peste na Sibéria
Foto: REUTERS/Denis Balibouse

Diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) Tedros Adhanom Ghebreyesus

A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu à Rússia mais informações sobre a morte de uma funcionária de 28 anos que trabalhava em um instituto especializado em peste na região de Irkutsk, na Sibéria. Darya Shipilova morreu na última sexta-feira (2) após desenvolver uma pneumonia grave, mas a causa exata da doença ainda não foi esclarecida pelas autoridades russas.

 

A preocupação aumentou porque a jovem trabalhava no Instituto de Pesquisa Antipeste de Irkutsk, onde são estudados agentes infecciosos, incluindo a bactéria Yersinia pestis, responsável pela peste. Cerca de 200 pessoas que tiveram contato com a funcionária chegaram a ser colocadas em quarentena ou sob acompanhamento médico. Até o momento, porém, nenhum caso de peste foi identificado entre os contatos monitorados.

 

A OMS informou que busca esclarecer três pontos principais: a causa da pneumonia grave que matou a funcionária, qual agente infeccioso levou à adoção das medidas de saúde pública e os relatos sobre uma possível segunda pessoa com pneumonia de origem desconhecida. A organização também afirmou que o compartilhamento rápido e transparente de informações é necessário para avaliar corretamente os riscos à população.

 

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O Kremlin, por sua vez, afirmou que a Rússia comunicou o caso à OMS de acordo com os procedimentos estabelecidos. O porta-voz Dmitry Peskov criticou a cobertura da imprensa e disse que a maior parte das informações divulgadas sobre o episódio seria falsa. Ele recomendou que as informações oficiais da agência de saúde russa, a Rospotrebnadzor, sejam usadas como referência.

 

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As autoridades russas sustentam que a funcionária morreu de pneumonia de origem indeterminada e afirmam não ter encontrado evidências de que ela tenha sido infectada por um agente ligado ao trabalho no instituto. A OMS, por enquanto, considera que não há evidências de uma disseminação mais ampla da doença, mas mantém contato com Moscou e aguarda informações adicionais para esclarecer as versões conflitantes sobre o caso. 

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