Cobertura mundial segue em 33%, longe da meta de 90%
Organização Mundial da Saúde defende estratégias para aumentar a cobertura vacinal e prevenir doenças associadas ao vírus, incluindo o câncer do colo do útero.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou que os países considerem a vacinação contra o papilomavírus humano (HPV) para meninas de 4 a 8 anos, como estratégia para ampliar a cobertura da imunização. A orientação foi apresentada após uma reunião do Grupo Estratégico Consultivo de Especialistas em Imunização.
Segundo a organização, cerca de 165 países já incorporaram a vacina contra o HPV aos seus programas de imunização. Apesar disso, a cobertura mundial permanece em aproximadamente 33%, percentual abaixo da meta global de alcançar 90% de vacinação.
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O HPV é um vírus comum, transmitido principalmente pelo contato sexual, e está associado ao desenvolvimento de diferentes tipos de câncer, especialmente o câncer do colo do útero. Em 2024, foram registrados cerca de 604 mil novos casos dessa doença e 280 mil mortes em todo o mundo, segundo dados citados pela OMS.
Os especialistas também reforçaram a recomendação de vacinação em dose única para meninas de 9 a 14 anos, estratégia considerada eficaz para ampliar o acesso à proteção. A proposta é facilitar a imunização e reduzir as dificuldades que impedem parte da população de completar os esquemas vacinais.
A possibilidade de vacinar meninas mais novas, entre 4 e 8 anos, depende da avaliação de cada país e da capacidade de a medida aumentar a adesão às campanhas. A recomendação não significa que todos os países sejam obrigados a adotar imediatamente essa faixa etária.
No Brasil, o Ministério da Saúde mantém a vacinação de rotina contra o HPV para meninas e meninos de 9 a 14 anos, em dose única. Existem indicações específicas para outros grupos, conforme as condições clínicas e as orientações do Programa Nacional de Imunizações.
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A ampliação da proteção contra o HPV é considerada uma medida importante de saúde pública, principalmente pela relação entre a infecção persistente e o desenvolvimento de câncer. A orientação é que a população acompanhe as recomendações das autoridades sanitárias e mantenha a caderneta de vacinação atualizada.