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Ondas gravitacionais podem ajudar cientistas a medir a expansão do Universo
Foto: Reprodução

Por esse motivo, pesquisadores procuram novas formas de medir essa expansão com maior precisão

As ondas gravitacionais, ondulações no espaço-tempo previstas pela teoria da relatividade de Albert Einstein, podem se tornar uma ferramenta essencial para medir a expansão do Universo. Cientistas acreditam que essas ondas cósmicas podem oferecer uma forma independente de calcular a chamada constante de Hubble, um dos parâmetros mais importantes da cosmologia moderna.

 

A constante de Hubble descreve a velocidade com que o Universo está se expandindo. No entanto, medições feitas por diferentes métodos ainda apresentam resultados divergentes, um problema conhecido como “tensão de Hubble”. Por esse motivo, pesquisadores procuram novas formas de medir essa expansão com maior precisão.

 

Primeiramente, as ondas gravitacionais surgem quando eventos extremamente energéticos acontecem no cosmos. Um exemplo comum é a colisão entre buracos negros ou estrelas de nêutrons, fenômenos capazes de produzir vibrações detectáveis no espaço-tempo.

 

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Esses sinais podem ser captados por observatórios especializados, como o LIGO e o Virgo, que monitoram pequenas distorções na estrutura do espaço. A partir desses dados, cientistas conseguem estimar a distância até o evento que gerou a onda gravitacional.

 

Ondas gravitacionais: só o começo da verdade que está lá fora – Jornal da  USP

Foto: Reprodução

 

Além disso, essas medições permitem aplicar um método conhecido como “sirenes padrão” (standard sirens). Esse conceito é semelhante ao uso de “velas padrão” na astronomia, mas utiliza sinais de ondas gravitacionais para calcular distâncias cósmicas com precisão. Quando os cientistas medem a distância de um evento cósmico usando ondas gravitacionais e comparam essa informação com a velocidade de afastamento da galáxia onde o evento ocorreu, eles conseguem calcular a taxa de expansão do Universo.

 

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Esse método tem uma vantagem importante: ele não depende da chamada “escada de distâncias cósmicas”, uma cadeia de medições usadas na astronomia tradicional. Em vez disso, a análise das próprias ondas gravitacionais permite estimar diretamente a distância do fenômeno observado.

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