Teste realizado às vésperas das eleições brasileiras identificou falhas na moderação de conteúdos falsos e anúncios com apelos à intervenção militar
Um experimento realizado pela Anistia Internacional apontou falhas nos mecanismos da Meta para identificar e impedir anúncios com desinformação eleitoral no Facebook, às vésperas das eleições presidenciais brasileiras. A organização enviou 15 anúncios de teste à plataforma, sendo 14 com conteúdos falsos relacionados ao processo eleitoral e um neutro.
Dos 14 anúncios com desinformação, oito foram aprovados pelo Facebook, enquanto outros sete, incluindo o conteúdo neutro, foram direcionados para uma etapa de verificação de identidade por apresentarem características relacionadas a temas sociais, políticos ou eleitorais. Segundo a Anistia, os anúncios aprovados não chegaram a ser publicados, pois a própria organização interrompeu o processo antes que fossem disponibilizados aos usuários.
Os conteúdos utilizados no teste reproduziam narrativas de desinformação que circulam no ambiente político brasileiro, incluindo alegações de que as eleições poderiam ser fraudadas e mensagens defendendo uma intervenção militar. De acordo com a organização, os anúncios foram elaborados com base em conteúdos observados nas redes sociais brasileiras entre janeiro e maio de 2026.
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A Anistia Internacional afirmou que todos os anúncios falsos utilizados no experimento violavam as próprias políticas da Meta relacionadas à interferência em eleições. A organização avaliou que a aprovação de mais da metade dos conteúdos testados demonstra fragilidades no sistema de moderação da plataforma.
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O levantamento ocorre em um momento de atenção redobrada sobre o uso das redes sociais durante a campanha eleitoral de 2026. A entidade defende que a Meta aperfeiçoe seus mecanismos para impedir que anúncios pagos sejam utilizados como ferramenta de disseminação de informações falsas capazes de influenciar o eleitorado.