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ONU anuncia corte na ajuda alimentar em Gaza e milhares de famílias podem ficar sem assistência
Foto: Reprodução

População de Gaza depende em grande medida de assistência humanitária para assegurar sobrevivência

O Programa Mundial de Alimentos (PMA), ligado à Organização das Nações Unidas (ONU), anunciou nesta segunda-feira (19) uma redução na assistência alimentar destinada à população da Faixa de Gaza. A medida ocorre em meio à falta de recursos financeiros e à grave crise humanitária enfrentada pelos palestinos após anos de guerra.

 

Segundo o programa, cerca de dois terços da população do enclave enfrentam dificuldades para conseguir alimentos. Com a redução do financiamento, o número de pessoas atendidas cairá de 1,6 milhão para 1,1 milhão, deixando aproximadamente 500 mil pessoas fora da assistência.

 

Além disso, as porções de alimentos distribuídas serão reduzidas pela metade. O programa também deixará de fornecer assistência financeira a cerca de 75 mil famílias e diminuirá a distribuição diária de refeições quentes de 250 mil para 150 mil.

 

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Em algumas áreas de difícil acesso, famílias passarão a receber apenas uma refeição quente a cada dois dias, aumentando a preocupação com a situação de quem depende diretamente da ajuda humanitária para sobreviver.

 

O PMA afirmou que não dispõe mais de recursos suficientes para manter o nível atual de assistência, em um cenário de crescente necessidade de alimentos e dificuldades para financiar as operações.

 

De acordo com os dados divulgados pela organização, aproximadamente 1,4 milhão de habitantes de Gaza enfrentam níveis críticos de insegurança alimentar. Outros 200 mil vivem em condições classificadas como emergenciais.

 

Apesar do cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos, a situação humanitária continua delicada. Os ataques israelenses persistem, segundo o relato apresentado, enquanto a entrada de ajuda humanitária permanece limitada e os esforços para encerrar definitivamente o conflito enfrentam dificuldades.

 

O diretor executivo interino do PMA, Carl Skau, afirmou à agência Reuters que a população continua vivendo em condições extremamente difíceis, sem abrigo adequado, serviços básicos ou segurança.

 

A redução da assistência acontece às vésperas do quarto inverno enfrentado pela população em meio à crise, período que aumenta a preocupação com as condições de sobrevivência das famílias deslocadas e sem acesso regular a recursos essenciais.

 

Para manter suas operações fundamentais nos territórios palestinos pelos próximos seis meses, o Programa Mundial de Alimentos estima precisar urgentemente de US$ 450 milhões.

 

No início de setembro, a organização já havia anunciado cortes na assistência destinada à Cisjordânia, também atribuídos à escassez de recursos e à diminuição do financiamento dos doadores.

 

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Com a nova redução, milhares de famílias em Gaza poderão enfrentar ainda mais dificuldades para conseguir alimentos, em uma crise humanitária que continua atingindo a população civil. 

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