Vereador
O vereador Raimundo Ferreira Conde, de Manacapuru, tornou-se réu em ação penal após o recebimento da denúncia pelo Ministério Público.
No ano passado, o professor e outros alvos foram acusados do desvio de verbas públicas destinadas aos Conselhos de Escolas e às Associações de Pais e Mestres das escolas municipais, em um contexto de corrupção e lavagem de dinheiro em Manacapuru, Região Metropolitana de Manaus.
A decisão foi proferida pela juíza Bárbara Marinho Nogueira, que entendeu estarem presentes os requisitos legais para dar prosseguimento ao processo.
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Conforme a determinação judicial, o parlamentar foi regularmente citado e o processo segue atualmente na fase de resposta à acusação, prazo em que a defesa deve apresentar seus argumentos para tentar afastar a ação.

Justiça aceita denúncia do Ministério Público e
Raimundo Conde agora é réu na ação Penal
Após essa etapa, o caso deverá avançar para audiência de instrução e julgamento, momento em que serão ouvidas testemunhas, analisadas provas e debatidas as teses entre acusação e defesa.
Nos bastidores políticos, a situação do vereador gera apreensão. Caso seja condenado, Raimundo Conde poderá sofrer consequências diretas em seu mandato eletivo, com risco de perda do cargo e de suspensão dos direitos políticos.
O processo tramita na 1ª Vara da Comarca de Manacapuru, sob o número 0609277-65.2024.8.04.5400, e segue em andamento, atraindo a atenção da população local e de lideranças políticas que acompanham de perto o desenrolar do caso.
OPERAÇÃO EM MANACAPURU
O Ministério Público do Amazonas (MP-AM), através do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), apresentou denúncia formal contra o ex-secretário de Educação de Manacapuru, Raimundo Conde, e outras dez pessoas envolvidas em um esquema de desvio de verbas públicas destinadas à educação.
A investigação revelou que o grupo teria desviado mais de R$ 4,68 milhões, provenientes de recursos federais, que deveriam ser destinados a programas educacionais no município.
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Ministério Público do Amazonas através do
Gaeco com apoio da Polícia Civil realizaram a
Operação Compadrio em Manacapuru
O esquema era comandado por altos funcionários da Secretaria, configurando uma grave malversação de recursos educacionais.
De acordo com o Coordenador do GAECO, o Promotor de Justiça Igor Starling, foram programadas a execução de três mandados de prisão temporária e cinco de busca e apreensão, com suporte da Polícia Civil do Amazonas e informações técnicas fornecidas pela Controladoria Regional da União no Estado.
Lista de réus denunciados pelo Ministério
Público do Amazonas (Fotos: Divulgação)
Entre as medidas adicionais, destaca-se o bloqueio de bens dos investigados, que soma mais de quatro milhões de reais, e o afastamento de três servidores de suas funções na Secretaria de Educação e Cultura.
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O nome da Operação, batizada de “Compadrio”, é uma alusão à prática de condutas que privilegiam amigos e/ou parentes que são favorecidos de maneira ilegal.
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