Uma operação da Polícia Militar no Morro dos Prazeres, no Centro do Rio, terminou com oito mortes na manhã desta quarta-feira (18). Entre as vítimas está Leandro Silva Souza, morador que foi feito refém por criminosos dentro de sua própria casa e acabou morto durante o confronto. A mulher dele foi libertada ilesa, mas em estado de choque, segundo relato da PM.
Seis dos mortos na residência eram criminosos que haviam invadido o imóvel e feito a família refém. De acordo com o comandante do Batalhão de Operações Especiais (Bope), Marcelo Corbage, houve uma tentativa de negociação antes do tiroteio. Durante a ação, disparos foram efetuados de dentro da casa, resultando na morte de Leandro e na reação policial contra os assaltantes.
Além do confronto na residência, a operação também resultou na morte de Cláudio Augusto dos Santos, conhecido como Jiló dos Prazeres, de 55 anos, apontado como chefe do tráfico do Comando Vermelho na região. Jiló tinha 135 passagens pela polícia e pelo menos oito mandados de prisão em aberto por crimes como sequestro, tráfico de drogas e constrangimento ilegal. Ele também estava envolvido na morte do turista italiano Roberto Bardella, em 2016, no mesmo morro.
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A operação gerou reação imediata de criminosos na região. Ônibus foram incendiados e ruas bloqueadas no Rio Comprido, próximo ao Túnel Rebouças, que liga o Centro à Zona Sul da cidade. Pelo menos quatro pessoas foram presas durante essas ações de represália, conforme informou o coronel Marcelo Menezes, secretário da Polícia Militar.
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O episódio evidencia a tensão contínua entre forças de segurança e grupos criminosos no Rio de Janeiro, especialmente em áreas controladas pelo tráfico. A operação reforça a estratégia da PM de enfrentar líderes de facções e criminosos de alta periculosidade, mas também expõe o impacto que esses confrontos podem ter sobre moradores e a mobilidade urbana na região central da cidade.