A nota divulgada nesta sexta-feira (20) pela Prefeitura de Manaus tenta afastar qualquer vínculo da administração municipal com a operação policial que resultou na prisão de uma investigadora de polícia ocupante de cargo comissionado do próprio Executivo. O comunicado afirma que nem o prefeito David Almeida nem a estrutura administrativa do município seriam alvo das investigações conduzidas pela Polícia Civil do Amazonas.
A manifestação oficial ocorre no mesmo dia em que a Operação Erga Omnes revelou a prisão de diversos investigados apontados como integrantes de uma organização narcotraficante ligada ao Comando Vermelho, com atuação no Amazonas e em outros estados. A ofensiva policial mira crimes de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e articulação política para proteção institucional do grupo criminoso.
A lista de presos inclui ainda outro policial civil, ex-assessores políticos, um motorista ligado a órgão do Judiciário e investigados com papel estratégico na lavagem de dinheiro. Há também a suspeita de envolvimento de um sargento da Polícia Militar, citado como parte do esquema de proteção e logística da organização.
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Na nota, a Prefeitura classifica como “inaceitável” o que chama de distorção de fatos e afirma que qualquer servidor eventualmente investigado responderá individualmente por seus atos, “sem prejuízo do funcionamento regular da máquina pública”. O texto ressalta compromisso com a legalidade, a transparência e o respeito às instituições.
A operação escancara o grau de infiltração do crime organizado em estruturas do Estado e lança luz sobre a proximidade entre investigados e centros de poder. A Polícia Civil informou que a investigação segue em andamento, não descarta novas prisões e que outros nomes podem surgir nos próximos dias.
O caso deve ter novos desdobramentos e promete ampliar o debate sobre a contaminação das instituições públicas por organizações criminosas no Amazonas.
O “PORTAL DO ZACARIAS” segue acompanhando o caso e trará novas informações à medida que a investigação avança.
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