Destruição de dragas, embarcações e estruturas utilizadas em crimes ambientais são parte da atuação operacional do Ibama. Segundo o superintendente do órgão no Amazonas, cerca de 4 mil dragas foram inutilizadas no estado desde 2023
Vídeos de agentes armados avançando pela floresta, destruindo dragas e incendiando aeronaves utilizadas no garimpo ilegal têm chamado a atenção nas redes sociais. No Amazonas, essas ações fazem parte das operações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para combater crimes ambientais em regiões de difícil acesso, como o Vale do Javari e o Rio Madeira.
Uma das operações mais recentes foi realizada em 30 de outubro, nas proximidades do vilarejo Santa Rita do Weill, em Tabatinga. A ação, batizada de Operação Aurum, reuniu equipes do Ibama, da Polícia Federal e da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). Durante a ofensiva, foram apreendidas ou destruídas oito dragas, sete embarcações do tipo motor-balsa e uma embarcação conhecida como rabeta, utilizadas na exploração ilegal de ouro.
Segundo o superintendente do Ibama no Amazonas, Joel Araújo, aproximadamente 4 mil dragas já foram destruídas no estado desde 2023. Os agentes atuam com armamentos letais e não letais, coletes à prova de balas, capacetes, helicópteros e lanchas rápidas, além do apoio de forças de segurança. O trabalho vai além da fiscalização ambiental e inclui o enfrentamento direto a grupos envolvidos na atividade criminosa.
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A destruição dos equipamentos é permitida pelo artigo 111 do Decreto Federal nº 6.514/2008, em situações nas quais o transporte e o armazenamento são inviáveis ou oferecem riscos. Em áreas isoladas da Amazônia, retirar estruturas de grande porte pode exigir uma logística complexa e expor os servidores a emboscadas. O Ibama também afirma que os impactos ambientais provocados pela destruição são avaliados e considerados menores do que os danos causados pela continuidade do garimpo ilegal.
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Fotos: Divulgação/Ibama
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Outras operações recentes também atingiram estruturas utilizadas na exploração clandestina. Entre 21 e 25 de setembro, a Operação Hidra Dourada destruiu 22 dragas e cinco embarcações entre Autazes e Novo Aripuanã. Já a Operação Xapiri, realizada em Borba, em março de 2025, inutilizou 23 dragas e embarcações e identificou 25 trabalhadores em situação análoga à escravidão, incluindo dois menores de idade. As ações buscam interromper atividades que provocam desmatamento, alterações nos rios e contaminação da água por mercúrio.
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