Após quase quatro meses de descida, o rio permanece na mesma cota desde 31 de outubro; marca está próxima da previsão feita pelo Serviço Geológico do Brasil para 2024.
O nível do rio Negro permanece em 16,50 metros em Manaus há quatro dias consecutivos. A estabilidade começou em 31 de outubro e foi mantida até esta terça-feira (3), conforme informações da plataforma Porto de Manaus e da Praticagem dos Rios Ocidentais da Amazônia (Proa).
A interrupção ocorreu após aproximadamente quatro meses de vazante. No sábado (31), o monitoramento registrou variação diária de zero centímetro, indicando que o nível havia parado de baixar. Desde então, não foram identificadas novas alterações na medição.
De acordo com os registros da Proa, a vazante começou em 3 de julho, quando o rio Negro estava com 28,49 metros. Ao longo dos meses seguintes, o nível apresentou quedas sucessivas até alcançar a marca atual.
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A estabilidade representa a primeira interrupção da descida das águas registrada neste ano, segundo os dados da plataforma Porto de Manaus.
Em setembro, o Serviço Geológico do Brasil (SGB) divulgou projeções para o comportamento do rio Negro durante o período de estiagem em Manaus. As estimativas apontavam que o nível poderia chegar a 13,37 metros em um cenário semelhante ao observado em 2023 ou a 16,32 metros caso repetisse o padrão de 2024.
Os cálculos consideraram diferentes comportamentos registrados em anos anteriores, incluindo as estiagens de 2015, 2023 e 2024. Na hipótese mais severa, baseada no histórico de 2015, o rio poderia ficar abaixo dos 13 metros em 31 de outubro.
No entanto, a medição registrada em 30 de outubro foi de 16,50 metros, ficando 18 centímetros acima da projeção baseada no comportamento de 2024. Quando as previsões foram divulgadas, em 31 de agosto, o rio estava na cota de 24,19 metros.
O SGB acompanha os níveis dos principais rios da Bacia Amazônica por meio do Sistema de Alerta Hidrológico da Bacia do Amazonas (SAH Amazonas). As estimativas utilizam modelos hidrológicos e podem mudar conforme as condições climáticas e o volume de chuvas nas regiões que alimentam os rios.
MARCA ATUAL ESTÁ ACIMA DA MÍNIMA HISTÓRICA DE 2024
Apesar da queda expressiva registrada em 2026, o nível atual do rio Negro ainda está acima da marca observada durante a seca histórica de 2024.
Naquele ano, o rio atingiu 12,66 metros em 4 de outubro, estabelecendo a menor cota registrada em 122 anos de medições em Manaus.
A comparação indica que a marca atual ainda não alcançou o mínimo histórico da capital amazonense. Além disso, a interrupção da vazante por alguns dias não significa, necessariamente, que o período de enchente já começou.
A confirmação de uma mudança no ciclo hidrológico depende da continuidade do monitoramento e do comportamento das águas nas próximas semanas.
Na região de Iquitos, no Peru, próxima às cabeceiras do rio Amazonas, o nível das águas voltou a apresentar elevação após um período de oscilações.
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Nesta terça-feira (3), a medição chegou a 79,34 metros. Antes disso, o rio havia registrado um repiquete, fenômeno caracterizado por uma subida temporária do nível da água durante o período de vazante, quando alcançou 79,29 metros.