NOTÍCIAS
Internacional
Otan avalia reforço da defesa europeia após sinalização de redução militar dos EUA
Foto: Reprodução / AFP e Redes Sociais

Chefe da Otan, Mark Rutte, e presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) iniciou discussões para reforçar sua capacidade de defesa na Europa após os Estados Unidos sinalizarem que pretendem reduzir parte dos recursos militares que disponibilizam à aliança em situações de crise ou conflito.

 

A mudança ocorre em meio à revisão das prioridades estratégicas de Washington, que tem concentrado maior atenção na região do Indo-Pacífico e no avanço da influência militar da China. Com isso, países europeus e o Canadá passaram a avaliar os possíveis impactos de uma menor participação americana na segurança do continente.

 

Atualmente, a Otan opera por meio do chamado Modelo de Forças, mecanismo que estabelece como os recursos militares dos 32 países-membros devem ser mobilizados em cenários de paz, crise ou guerra. O plano define as capacidades que podem ser acionadas pelos comandantes da aliança nos primeiros meses de um eventual conflito.

Veja também

 

Morte de herdeira alemã em safári na África do Sul intriga autoridades

 

Ucrânia acusa Rússia de recrutar adolescentes para envenenar militares em encontros amorosos

 

Segundo informações repassadas pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos aos aliados, a redução poderá atingir recursos estratégicos importantes, como grupos de ataque de porta-aviões, submarinos, aeronaves de combate, aviões de patrulha marítima, aeronaves de reabastecimento em voo e drones.

 

Apesar dos cortes previstos em algumas áreas, os Estados Unidos devem continuar fornecendo apoio em setores considerados essenciais para as operações da Otan, especialmente os sistemas espaciais voltados para inteligência, vigilância e direcionamento de alvos.

 

A possibilidade de diminuição da presença militar americana já era acompanhada com atenção pelos aliados desde o retorno de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos. Embora os governos europeus esperassem algum nível de redução, ainda havia incertezas sobre a dimensão e a velocidade das mudanças.

 

O comandante supremo das forças aliadas da Otan na Europa, general Alex Grynkewich, afirmou que Washington permanece comprometida com a aliança, mesmo com uma participação mais limitada em determinadas capacidades militares. Segundo ele, a estratégia atual prevê o fortalecimento de recursos que possam ser produzidos e implantados rapidamente, como sistemas de ataque de longo alcance e drones.

 

Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.

Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram  

 

De acordo com Grynkewich, o reforço dessas capacidades tem o objetivo de ampliar o poder de dissuasão da Otan e reduzir riscos imediatos à segurança europeia diante de possíveis ameaças externas.

LEIA MAIS
DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Mensagem:

Copyright © 2013 - 2026. Portal do Zacarias - Todos os direitos reservados.