Relatório mostra que, embora a renda dos brasileiros tenha melhorado nos últimos anos, a maior parte dos ganhos ficou nas mãos de uma pequena parcela da população
Um novo estudo da Oxfam chama atenção para o tamanho da desigualdade no Brasil e mostra que a concentração de riqueza vai além da renda. Segundo o levantamento, o dinheiro também amplia o acesso a espaços de poder e pode aumentar a influência de grupos ricos sobre decisões políticas e econômicas.
O relatório aponta que a presença de pessoas milionárias entre representantes eleitos é significativa. No Senado, por exemplo, milionários corresponderam a 55% dos eleitos, evidenciando a forte presença da parcela mais rica da população nos espaços de decisão.
A Oxfam destaca que essa concentração cria um ciclo em que quem já possui maior patrimônio também encontra mais facilidade para acessar autoridades, financiar estruturas e influenciar debates que afetam toda a sociedade. Dessa forma, a desigualdade econômica acaba se transformando também em desigualdade de poder.
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Para enfrentar o problema, a organização defende mudanças em áreas como tributação, transparência, representação política e controle social dos recursos públicos. A proposta é diminuir a influência desproporcional dos interesses econômicos sobre as decisões do Estado e ampliar a participação de diferentes grupos da sociedade.
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O estudo conclui que combater a desigualdade não significa apenas melhorar a distribuição de renda. Segundo a análise, também é necessário reduzir a distância no acesso ao poder e às decisões políticas, evitando que a riqueza de uma pequena parcela da população determine, de forma desproporcional, os rumos do país.