Homem é suspeito de criar perfis falsos para assediar e bloquear a médica, segundo relato dela à polícia. Caso aconteceu em Anápolis (GO)
Um jovem de 24 anos foi levado à delegacia após perseguir uma médica durante aproximadamente três meses em Anápolis, no interior de Goiás. O caso começou depois que a profissional atendeu o rapaz em uma unidade de saúde, em julho deste ano. Desde então, ele teria passado a procurá-la insistentemente, tanto pelas redes sociais quanto nos locais onde ela trabalhava.
De acordo com o relato da vítima à Polícia Militar, o suspeito criava novos perfis em redes sociais sempre que era bloqueado. Em algumas contas, utilizava nomes falsos e fotografias da médica retiradas de outras páginas. As mensagens também incluíam ofensas e ameaças, entre elas a afirmação de que pegaria o carro da profissional.
Com o passar do tempo, a perseguição deixou o ambiente virtual. O rapaz teria descoberto os dias de plantão da médica e passou a aparecer nos hospitais onde ela trabalhava. Em algumas ocasiões, procurava atendimento com outras profissionais de saúde e mencionava o nome da vítima durante as consultas.
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A situação provocou medo e mudou a rotina da médica, que passou a evitar sair sozinha depois do expediente. Segundo o relato, o companheiro dela começou a buscá-la na porta do hospital, inclusive durante a madrugada. A profissional já havia procurado a polícia e registrado dois boletins de ocorrência, além de tentar conseguir uma medida protetiva.
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Na noite de terça-feira (3), o suspeito apareceu novamente na UPA da Mulher, em Anápolis. A médica acionou a Polícia Militar e, durante a abordagem, o jovem teria reagido de forma agressiva, sendo necessário o uso de algemas. Ele foi encaminhado à delegacia, e o caso foi registrado como perseguição, crime conhecido como stalking e previsto no artigo 147-A do Código Penal. A investigação deve reunir os registros das ameaças e das aparições do suspeito nos locais de trabalho da vítima.