Revisão de 85 ensaios clínicos conclui que sete dos dez add-ons mais usados em clínicas de reprodução assistida não demonstraram aumentar as chances de ter um bebê
Um estudo internacional acendeu o alerta sobre o uso de procedimentos adicionais na fertilização in vitro (FIV), conhecidos como “add-ons” ou complementos, que vêm sendo oferecidos por clínicas de reprodução assistida sem evidências científicas robustas de benefício real.
A fertilização in vitro é um tratamento em que o óvulo é fecundado em laboratório antes da transferência do embrião para o útero. Durante esse processo, muitas clínicas oferecem técnicas extras prometendo aumentar as chances de gravidez, mas pesquisadores afirmam que boa parte delas ainda carece de comprovação sólida.
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ENTRE OS COMPLEMENTOS MAIS OFERECIDOS ESTÃO:
-Testes genéticos embrionários para seleção de embriões;
-Cola embrionária (embryo glue), substância usada para tentar facilitar a implantação;
-Monitoramento avançado por time-lapse, com imagens contínuas do desenvolvimento embrionário;
-Procedimentos laboratoriais adicionais voltados à suposta melhora da implantação.
Segundo especialistas, o problema é que muitos casais acabam desembolsando valores altos por técnicas cuja eficácia permanece incerta. Em alguns casos, esses custos extras podem elevar significativamente o preço total do tratamento.
Médicos defendem que pacientes recebam informações claras sobre o nível de evidência científica de cada procedimento antes de tomar decisões. A recomendação é que casais conversem com especialistas e avaliem cuidadosamente custo, riscos e benefícios antes de aderir a complementos opcionais.
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Para quem busca tratamento de fertilidade, a principal orientação é priorizar clínicas que adotem práticas baseadas em evidências e mantenham transparência sobre taxas reais de sucesso.