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Padre de SP é excomungado após aderir a grupo ultraconservador ligado à tradição católica
Foto: Diocese de Jundiaí/ Divulgação

Rodrigo de Oliveira Silva, da Diocese de Jundiaí, em São Paulo, está em situação de cisma com a Igreja Católica

A Diocese de Jundiaí, em São Paulo, confirmou a excomunhão e o cisma do padre Rodrigo de Oliveira Silva após sua adesão voluntária à Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX), grupo considerado ultraconservador e que mantém atividades litúrgicas sem reconhecimento da autoridade de Roma.

 

Com a decisão, o sacerdote fica impedido de exercer o ministério na Igreja Católica. A medida ocorreu após o religioso aderir à FSSPX e manifestar divergências em relação à hierarquia da Igreja.

 

Natural de Cajamar (SP), Rodrigo de Oliveira Silva foi ordenado padre em dezembro de 2011, na Catedral Nossa Senhora do Desterro, da Diocese de Jundiaí. Ele também atuou durante cinco anos em missão na Diocese de Marabá, no Pará, e posteriormente foi pároco da Paróquia Santo Antônio de Pádua e Voturucaia, em Jundiaí.

 

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Após deixar a paróquia, o religioso recebeu autorização para viver como eremita na Diocese de Campanha, em Minas Gerais, onde permaneceu até o fim de 2025.

 

A divergência com a hierarquia católica se tornou pública em janeiro de 2026, quando o padre enviou uma carta ao bispo de Jundiaí, dom Arnaldo Carvalheiro Neto, comunicando sua decisão de seguir a chamada tradição católica.

 

Em fevereiro, a Diocese de Jundiaí suspendeu o exercício do ministério ordenado do sacerdote e apontou irregularidades canônicas relacionadas à adesão à FSSPX.

 

Posteriormente, a situação evoluiu para a declaração de cisma e a aplicação da pena de excomunhão. A diocese afirmou que a medida está relacionada à ruptura com a autoridade do papa.

 

O padre Rodrigo, por sua vez, contesta a validade das sanções. Em pronunciamento aos fiéis, afirmou que sua decisão foi motivada por estudos sobre a situação da Igreja e defendeu a chamada “jurisdição de suplência”, alegando existir um estado de necessidade na Igreja.

 

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A Diocese de Jundiaí mantém a decisão de excomunhão, enquanto o sacerdote segue contestando as medidas adotadas pela instituição e pela Santa Sé. 

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