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Padre excomungado pela Igreja Católica contesta decisão do Vaticano e mantém atividades no Distrito Federal
Foto: Divulgação

Sacerdote ligado à Fraternidade São Pio X afirma que comunidade permanece em comunhão com a fé e rejeita acusação de cisma.

A declaração de excomunhão do padre Françoá Rodrigues Figueiredo Costa e da comunidade da Capela Santo Atanásio, em Ceilândia (DF), reacendeu o debate sobre a atuação da Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX), grupo tradicionalista que vive um longo impasse com o Vaticano.

 

Natural de Redenção do Gurguéia, no Piauí, Françoá Costa, de 47 anos, foi ordenado sacerdote em 2004 e possui formação acadêmica em filosofia e teologia. É doutor em Teologia pela Universidade de Navarra, na Espanha, e já atuou em paróquias do Distrito Federal, Goiás e Bahia, além de exercer atividades missionárias e lecionar na Faculdade Católica de Anápolis.

 

Nos últimos anos, o sacerdote passou a celebrar exclusivamente a Missa Tridentina, em latim, após formalizar sua ligação com a Fraternidade Sacerdotal São Pio X, organização que mantém divergências doutrinárias com a Santa Sé.

 

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A Arquidiocese de Brasília anunciou que a excomunhão é consequência de um decreto publicado pelo Dicastério para a Doutrina da Fé, órgão do Vaticano, que aplicou a pena canônica à FSSPX após novas sagrações episcopais realizadas sem autorização do papa. Com isso, a arquidiocese declarou ilegítimas as celebrações realizadas na Capela Santo Atanásio e orientou os fiéis a não frequentarem o local.

 

Em resposta, Françoá Costa afirmou ter recebido a decisão com serenidade e contestou a interpretação da Arquidiocese. Segundo ele, a comunidade não se considera cismática nem excomungada e continuará celebrando os sacramentos normalmente.

 

Na página oficial do templo na internet, é possível constatar que a comunidade se descreve como “vinculada à Fraternidade Sacerdotal São Pio X”, informação de destaque exibida logo em sua tela principal

Foto: Divulgação

 

O sacerdote fundamenta sua posição em dispositivos do Código de Direito Canônico, argumentando que a legislação prevê exceções em situações de necessidade e que a chamada "jurisdição de suplência" garantiria a validade dos sacramentos celebrados na capela.

 

Françoá também reafirmou que manterá a linha tradicionalista adotada pela comunidade e declarou que não pretende alterar sua posição em relação ao Concílio Vaticano II e às mudanças litúrgicas implementadas pela Igreja Católica nas últimas décadas.

 

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O impasse permanece sob análise das autoridades eclesiásticas e evidencia a continuidade das divergências entre o Vaticano e setores ligados à Fraternidade Sacerdotal São Pio X. 

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