Breno de Souza Castro, de 24 anos, teve a prisão em flagrante convertida em preventiva e permanece separado dos demais detentos por segurança
Breno de Souza Castro, de 24 anos, acusado de matar as próprias filhas, de 3 e 5 anos, foi transferido para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarulhos II, na Grande São Paulo, onde permanece em uma cela isolada. A transferência ocorreu na segunda-feira (10), um dia após o crime, e foi confirmada pela Secretaria da Administração Penitenciária (SAP).
A Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva. Breno responde pela morte das meninas Ísis Helena Alves de Souza, de 3 anos, e Lais Heloisa Alves de Souza, de 5, além de acusações relacionadas à violência doméstica.
O acusado deverá permanecer separado dos demais presos inicialmente. Segundo informações sobre o sistema prisional, a medida é adotada por questões de segurança, especialmente diante da repercussão e das características do crime. Após o período de isolamento, que pode chegar a 15 dias, ele poderá ser encaminhado para o convívio com outros detentos da unidade.
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O CDP de Guarulhos II recebe presos envolvidos em diferentes tipos de crimes, incluindo homicídios e delitos relacionados à corrupção e ao chamado colarinho branco.
Breno já tinha histórico criminal. Ele havia sido preso em junho de 2023 por roubo e cumpria pena na Penitenciária de São Vicente II, no litoral de São Paulo.
Em outubro de 2025, a Justiça havia concedido liberdade condicional ao então detento, considerando seu comportamento carcerário. Ele deixou a prisão em novembro daquele ano e passou a cumprir medidas determinadas pela Justiça, incluindo restrições de horário para permanecer fora de casa
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COMO OCORREU O CRIME
Segundo o relato apresentado às autoridades, Breno procurou o 48º Distrito Policial, na Cidade Dutra, por volta das 6h do domingo (9), Dia dos Pais, e confessou ter matado as duas filhas por estrangulamento.
O homem também indicou aos policiais o local onde havia deixado o veículo com os corpos das crianças.
Enquanto isso, a mãe das meninas procurava pelas filhas e já havia acionado a Polícia Militar. Ela foi orientada a comparecer à delegacia, onde recebeu a confirmação da morte das crianças.
Em depoimento, a mulher relatou que manteve um relacionamento de aproximadamente oito anos com Breno e que os dois tiveram as duas filhas. O casal se separou em março, mas, segundo ela, o ex-companheiro não aceitava o fim da relação.
As crianças costumavam passar os fins de semana com o pai. Na sexta-feira (7), elas foram buscadas para permanecer com Breno.
No sábado (8), enquanto estava com as filhas, o homem teria visto nas redes sociais uma fotografia da ex-companheira com amigas. Depois disso, enviou uma mensagem afirmando que ela nunca mais veria as crianças.
À família, Breno teria dito que levaria as meninas ao Museu do Ipiranga, na zona sul de São Paulo. Ele saiu com as crianças de carro e, posteriormente, quando familiares perguntaram onde estava, teria afirmado que mataria as filhas e tiraria a própria vida.
A mãe das meninas passou a noite na casa do ex-companheiro à espera de informações, até ser comunicada pela polícia de que Breno e as crianças haviam sido localizados.
INVESTIGAÇÃO
Breno foi preso em flagrante e indiciado por homicídio qualificado. Entre as qualificadoras apontadas estão asfixia, motivo fútil, crime cometido contra menores de 14 anos e uso de recurso que teria dificultado a defesa das vítimas.
Ele também responde por violência doméstica, diante dos relatos apresentados pela ex-companheira sobre o relacionamento.
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A autoridade policial não estabeleceu fiança e representou pela conversão da prisão em flagrante em preventiva. O caso segue sob investigação e deverá ser analisado pela Justiça.