Leniel Borel classificou a sentença como uma “aberração jurídica” e afirmou que seguirá buscando justiça pela morte do filho.
O pai de Henry Borel, Leniel Borel, reagiu com indignação à decisão da Justiça que concedeu perdão judicial a Monique Medeiros no julgamento relacionado à morte do menino. Em entrevista concedida nesta quinta-feira (4), ele criticou o resultado do processo, classificou a sentença como injusta e anunciou que pretende recorrer.
O caso voltou a ganhar repercussão após a condenação do ex-vereador Jairinho, sentenciado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão. Já Monique Medeiros, mãe de Henry, teve reconhecida a prática de um crime, mas recebeu perdão judicial, ficando isenta do cumprimento de pena.
Durante a entrevista, Leniel questionou a decisão e ressaltou que, na condição de mãe, Monique tinha a responsabilidade de proteger o filho.
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“Ela era a principal responsável pela segurança e bem-estar da criança. No mínimo, houve omissão diante do que aconteceu”, afirmou.
O pai de Henry também demonstrou inconformismo com a concessão do benefício judicial, argumentando que a decisão gera dúvidas sobre a aplicação da Justiça em casos envolvendo crimes contra a vida.
Segundo Leniel, ao longo de toda a tramitação do processo, houve situações que, em sua avaliação, favoreceram Monique. Ele afirmou ainda que a percepção de tratamento diferenciado foi compartilhada por grande parte da sociedade que acompanhou o caso.
Em nota divulgada após o julgamento, Leniel expressou sua dor diante do resultado. Em um dos trechos mais marcantes da manifestação, escreveu que sentiu como se o filho tivesse sido “morto pela terceira vez”, em referência ao desfecho judicial.
A defesa da família informou que irá analisar os fundamentos da sentença para apresentar os recursos cabíveis nas instâncias superiores. O objetivo é reverter a decisão que concedeu o perdão judicial a Monique Medeiros.
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O caso Henry Borel, que mobilizou o país desde 2021, continua gerando forte repercussão e debates sobre a responsabilização de responsáveis legais em situações de violência contra crianças.