Advogada, psicóloga e o pai são principais investigados da Operação Mens Occulta que apura tráfico internacional de cocaína e lavagem de dinheiro
Uma investigação da Polícia Federal revelou um suposto esquema de tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro que teria sido comandado por um pai e suas duas filhas em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. Segundo os investigadores, o grupo acumulou um patrimônio milionário incompatível com a renda declarada, incluindo imóveis, veículos importados, cavalos de raça, embarcações e até um motorhome de luxo avaliado em mais de R$ 1 milhão.
De acordo com a Polícia Federal, o núcleo da organização era formado por Mario Sergio Nunes e as filhas Brenda da Silva Nunes, advogada, e Bruna Nunes, psicóloga. As investigações apontam que a quadrilha atuava no transporte de cocaína do Paraguai para o Brasil, utilizando caminhões para esconder a droga durante o trajeto. O entorpecente entrava pelo Mato Grosso do Sul e seguia para Uberlândia, de onde era distribuído para outras regiões do país.
Ao longo de aproximadamente dois anos de apuração, os investigadores relacionaram o grupo à apreensão de cerca de 2,9 toneladas de cocaína em diversas operações policiais. A Polícia Federal afirma que a organização movimentava grandes quantias de dinheiro e utilizava mecanismos para ocultar a origem dos recursos obtidos com o tráfico.
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As investigações também identificaram movimentações financeiras consideradas suspeitas, que somariam cerca de R$ 70 milhões nos últimos cinco anos. Segundo a corporação, os valores não apresentavam compatibilidade com a renda oficialmente declarada pelos investigados. A suspeita é que empresas de fachada e a compra de bens de alto valor fossem utilizadas para lavar o dinheiro obtido com atividades criminosas.
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Fotos: PF/Divulgação
Mario Sergio e a filha Brenda foram presos em um hotel na cidade de Uberaba durante o cumprimento dos mandados judiciais. Conforme informou a Polícia Federal, havia a suspeita de que ambos estariam se preparando para deixar a região. Já a outra filha era considerada foragida no momento da divulgação da operação.
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A ação faz parte da Operação Mens Occulta, que busca desarticular organizações envolvidas com tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. Além das prisões, a Justiça autorizou o bloqueio e a apreensão de diversos bens ligados aos investigados.