Nem todos os países querem replicar o sistema, mas há uma demanda também por integração de meios de pagamento rápido para facilitar transferências internacionais.
Enquanto enfrenta críticas do governo dos Estados Unidos, o Pix segue ganhando reconhecimento internacional e despertando o interesse de diversos países que estudam adotar sistemas semelhantes de pagamentos instantâneos.
Criado pelo Banco Central do Brasil em 2020, o Pix se consolidou como um dos meios de pagamento mais utilizados do país e passou a ser visto como referência global em transferências rápidas, gratuitas e acessíveis.
De acordo com informações divulgadas por autoridades brasileiras, representantes de mais de 15 países procuraram o Banco Central para conhecer o funcionamento da ferramenta. Entre os interessados estão nações da África, Ásia, América Latina e Oriente Médio, como Colômbia, Chile, Argentina, Uruguai, África do Sul, Tailândia, Filipinas e Emirados Árabes Unidos.
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O caso mais avançado é o da Colômbia, que lançou em 2025 o sistema Bre-B, inspirado no modelo brasileiro de pagamentos instantâneos. Outros países também avaliam mecanismos semelhantes para reduzir custos financeiros e ampliar a inclusão bancária.
O sucesso internacional do Pix ocorre em meio à disputa comercial entre Brasil e Estados Unidos. O governo americano incluiu o sistema brasileiro em uma investigação comercial e argumenta que o Banco Central favoreceria o Pix em detrimento de empresas privadas do setor de pagamentos.
Autoridades brasileiras rejeitam a acusação e afirmam que o sistema é aberto, gratuito para pessoas físicas e acessível a empresas nacionais e estrangeiras que operam no país. O governo também sustenta que as regras são aplicadas de forma uniforme a todos os participantes do mercado.
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Nos bastidores, especialistas avaliam que o avanço do Pix e de modelos semelhantes em outros países pode reduzir a dependência de sistemas tradicionais de pagamentos e aumentar a concorrência no setor financeiro global. Por isso, a tecnologia brasileira passou a ser observada com atenção por governos, bancos centrais e grandes empresas de meios de pagamento ao redor do mundo.