Diversos países foram taxados pelos EUA ao fim de uma investigação sobre trabalho forçado. Tarifas variam de 10% a 12,5%
A decisão dos Estados Unidos de impor novas tarifas a cerca de 80 países provocou reação internacional. As taxas, que variam de 10% a 12,5%, foram anunciadas após uma investigação do governo norte-americano sobre o uso de trabalho forçado na produção de mercadorias.
A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, criticou a justificativa apresentada por Washington e afirmou que as acusações não têm fundamento. Os 27 países do bloco foram atingidos por uma tarifa de 10%.
Na Noruega, o ministro das Relações Exteriores, Espen Barth Eide, classificou as taxas como “descabidas” e afirmou que 67% das exportações do país serão afetadas. O governo norueguês também criticou o uso das tarifas como instrumento de pressão comercial.
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O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, afirmou que o país não hesitará em defender seus interesses e poderá adotar medidas de retaliação caso as tarifas entrem em vigor. A Nova Zelândia também contestou a decisão e afirmou que a investigação dos EUA não apresentou evidências suficientes para sustentar as acusações.
O Brasil também está entre os países atingidos pela nova medida e recebeu a maior alíquota, de 12,5%. O governo brasileiro classificou as tarifas como arbitrárias e injustificadas e afirmou que pretende acionar a Lei de Reciprocidade e levar o caso à Organização Mundial do Comércio (OMC).
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As novas tarifas começaram a valer nesta sexta-feira (24), aumentando a tensão comercial entre os Estados Unidos e diversos países.