Após o pedido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para enviar navios militares ao Estreito de Ormuz ter sido rejeitado, países europeus e o Japão afirmaram nesta quinta-feira que estão prontos para se unir aos esforços para garantir a passagem segura pelo canal marítimo. Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Holanda e Japão divulgaram um comunicado conjunto afirmando que também tomarão medidas para estabilizar o mercado de energia, afetado pelos ataques do Irã a infraestruturas no Golfo Pérsico, que fizeram o preço do petróleo disparar.
No documento, os governos disseram estar dispostos a contribuir para a segurança da navegação, mas não detalharam como fariam isso. O comunicado ainda elogia a liberação de reservas estratégicas de petróleo pelos Estados Unidos e afirma que outras medidas poderão ser tomadas em conjunto com países produtores para aumentar a produção e manter os mercados estáveis.
O aceno é uma resposta indireta ao governo de Trump, que havia criticado os aliados por recusarem o pedido de escolta militar para navios comerciais no estreito. Na quinta-feira, o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, chamou os países europeus de “ingratos”, reforçando a tensão diplomática sobre a região.
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O Estreito de Ormuz é uma rota estratégica no Oriente Médio por onde circulam cerca de 20% do petróleo consumido mundialmente. O Irã, que controla uma das extremidades do canal, declarou ter fechado a passagem e vem atacando embarcações que transitam pela área, aumentando a preocupação global com o fornecimento de energia.
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Ainda nesta semana, países europeus haviam rejeitado enviar fragatas para escoltar navios americanos, afirmando que “esta não é a nossa guerra”. O ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, destacou que a Europa não iniciou o conflito e questionou qual seria o papel de algumas fragatas diante da capacidade da Marinha dos Estados Unidos.