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Pará registra maior exploração madeireira em cinco anos, com mais de 19 mil hectares atingidos ilegalmente
Foto: Divulgação/ Exército Brasileiro

O Pará registrou 60.664 hectares de exploração madeireira entre agosto de 2024 e julho de 2025, alcançando o maior índice dos últimos cinco anos. O levantamento foi divulgado na quarta-feira (4) pelo Sistema de Monitoramento da Exploração Madeireira (Simex), da Rede Simex, formada por instituições de pesquisa ambiental. O resultado representa um crescimento superior a 40% em relação ao período anterior.

 

Do total identificado, 41.538 hectares, equivalentes a 68%, foram explorados em áreas com autorização dos órgãos ambientais. Outros 19.126 hectares, cerca de 32% da área monitorada, correspondem à retirada de madeira sem autorização. Apesar do aumento geral da atividade, a exploração ilegal apresentou redução de aproximadamente 6% em comparação com o ciclo anterior.

 

O monitoramento utiliza imagens de satélite e cruza as informações com licenças e autorizações emitidas pelos órgãos responsáveis. Segundo os pesquisadores, a extração irregular ainda representa uma ameaça significativa à floresta. Em uma estimativa conservadora, considerando a retirada de duas a três árvores por hectare, entre 38 mil e 57 mil árvores podem ter sido derrubadas sem plano de manejo, fiscalização ou rastreabilidade da origem.

 

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Entre os municípios com maior área de exploração ilegal estão Ipixuna do Pará, com 2.380 hectares, Rondon do Pará, com 2.371, e Moju, com 2.304 hectares. Juntos, os três municípios concentram 7.055 hectares, quase 37% de toda a atividade sem autorização identificada no estado. Paragominas, por outro lado, apresentou uma redução de quase 70% nesse tipo de exploração.

 

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As terras indígenas registraram 424 hectares de exploração ilegal no período, correspondentes a 2% do total identificado no Pará. Toda a atividade irregular detectada nesses territórios ficou concentrada na Terra Indígena Amanayé, que aparece pela quinta vez consecutiva nos levantamentos. Pesquisadores alertam que, mesmo com a redução dos índices, é necessário ampliar a fiscalização e combater as invasões para proteger a floresta e os direitos dos povos indígenas. 

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