Tarifa média atinge R$ 707,16, já descontada a inflação; metodologia considera valores brutos
Os preços das passagens aéreas no Brasil voltaram a subir e registraram um aumento significativo no mês de março de 2026. De acordo com dados divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil, a tarifa média paga pelos passageiros apresentou alta de 17,8% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Com o reajuste, o valor médio das passagens chegou a aproximadamente R$ 707,16, já considerando a correção pela inflação. O indicador faz parte do painel mensal de tarifas da aviação civil, que acompanha o comportamento dos preços no setor aéreo brasileiro.
Apesar da alta expressiva na comparação anual, o aumento ainda é considerado dentro da variação normal do setor, segundo a própria Anac. Isso porque o mercado aéreo costuma sofrer oscilações frequentes, influenciado por fatores como demanda, sazonalidade, câmbio e custos operacionais das companhias.
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Um dos principais elementos que impactam diretamente o preço das passagens é o combustível de aviação, conhecido como querosene de aviação (QAV). Em março, o valor médio do combustível foi registrado em cerca de R$ 3,60 por litro, representando uma queda em relação ao ano anterior. No entanto, um reajuste significativo — superior a 50% — passou a valer a partir de abril, o que pode pressionar ainda mais os preços nos meses seguintes.
Outro dado relevante aponta que o custo por quilômetro voado também aumentou, registrando alta de 19,4% na comparação anual. Esse indicador reflete o encarecimento das operações e ajuda a explicar a elevação nas tarifas finais pagas pelos passageiros.
Mesmo com o aumento, a distribuição de preços mostra que boa parte das passagens ainda permanece em faixas mais acessíveis: cerca de 45% dos bilhetes vendidos custaram menos de R$ 500. Por outro lado, uma parcela menor — pouco mais de 8% — foi comercializada por valores superiores a R$ 1.500.
A Anac destaca que os dados consideram apenas o valor da tarifa aérea em si, sem incluir serviços adicionais como despacho de bagagem ou escolha de assentos. Isso significa que o custo final para o consumidor pode ser ainda maior dependendo das opções escolhidas no momento da compra.
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Diante desse cenário, especialistas avaliam que o comportamento das passagens aéreas nos próximos meses dependerá principalmente da evolução dos preços do combustível e das condições do mercado internacional. A tendência é de continuidade na volatilidade, com possíveis novos reajustes impactando diretamente o bolso dos viajantes.