Justiça condenou um pastor a 70 anos de prisão após concluir que ele abusou sexualmente da própria filha e de duas enteadas ao longo de uma década em Mato Grosso do Sul.
Um pastor evangélico de 41 anos foi condenado a 70 anos de prisão em regime fechado pelos crimes de estupro de vulnerável praticados contra a própria filha e duas enteadas, em Campo Grande (MS). A sentença foi proferida pela Justiça na sexta-feira (15), e o processo segue em segredo de Justiça para preservar a identidade das vítimas.
O condenado já estava preso preventivamente desde janeiro de 2026, após as denúncias feitas pela ex-companheira às autoridades.
Segundo a investigação, a denúncia surgiu depois de uma conversa em família, quando as três jovens relataram os abusos sofridos dentro de casa.
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Os depoimentos apontam que os crimes teriam ocorrido de forma contínua entre 2014 e 2024, período em que as vítimas eram crianças e adolescentes.
Além da violência sexual, a investigação também registrou relatos de ameaças e violência psicológica praticadas pelo acusado contra a ex-esposa.
Durante o julgamento, a Justiça enquadrou os crimes como estupro de vulnerável e aplicou agravantes previstas no Código Penal em razão da posição de autoridade exercida pelo réu sobre as vítimas, na condição de pai e padrasto.
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A condenação resultou em uma pena de 70 anos de reclusão, que deverá ser cumprida em regime fechado.