Segundo os dados apresentados, o patrimônio declarado pelo parlamentar passou de aproximadamente R$ 290 mil, em 2024
O vereador Alexandre Salazar, conhecido como Sargento Salazar (PL), voltou ao centro das discussões após a divulgação de dados sobre a evolução de seu patrimônio e os gastos realizados por seu gabinete com a Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP), o chamado “Cotão” da Câmara Municipal de Manaus (CMM).
Segundo os dados apresentados, o patrimônio declarado pelo parlamentar passou de aproximadamente R$ 290 mil, em 2024, para R$ 2,2 milhões em 2026. Entre os bens informados está uma residência avaliada em R$ 1,7 milhão, além de veículos e participações em empresas.
A evolução patrimonial gerou questionamentos nas redes sociais. Salazar afirma que parte de seus rendimentos está relacionada à atuação nas redes sociais, incluindo monetização, além de atividades e empreendimentos privados.
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Paralelamente, os gastos do gabinete com recursos públicos também entraram no debate. Entre janeiro e agosto de 2026, os dados analisados apontam R$ 183.545,36 em despesas ressarcidas pela CEAP, distribuídas em 22 registros.
Do total, R$ 45 mil foram destinados a serviços de assessoria e consultoria técnica jurídica, pagos ao escritório Carlos Carioca Sociedade Individual de Advocacia. Foram seis pagamentos de R$ 7.500 no período.
A maior parcela dos recursos, porém, foi destinada à locação de veículos. Os gastos somaram R$ 95.970, entre contratos com as empresas J K K Aguiar Ltda. e J B Gomes Ltda., representando mais da metade do valor ressarcido no período analisado.
Outro gasto de destaque foi com combustível. O Posto L. M. Nascimento recebeu R$ 38.915,36 em seis registros. Em junho, uma única nota chegou a R$ 8.146,42.

Foto: Divulgação
Os dados estão disponíveis no Portal da Transparência da Câmara Municipal de Manaus e podem ser consultados pela população.
A utilização da verba parlamentar para serviços jurídicos, prevista dentro das regras da CEAP quando relacionada às atividades do mandato, também passou a ser questionada diante do patrimônio declarado pelo vereador e da narrativa de independência financeira apresentada por ele nas redes sociais.
O caso coloca em evidência a necessidade de transparência sobre a utilização dos recursos públicos e sobre a finalidade dos serviços contratados pelos gabinetes parlamentares.
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Direito de resposta: o espaço permanece aberto para manifestação de Alexandre Salazar, da Câmara Municipal de Manaus e das empresas e profissionais citados. Caso sejam apresentados esclarecimentos, o conteúdo poderá ser atualizado.