As propostas em discussão buscam reduzir a carga horária semanal, atualmente limitada a 44 horas, além de eliminar o modelo de seis dias consecutivos de trabalho com apenas um de descanso
Duas pautas de grande impacto para trabalhadores e consumidores brasileiros ganharam força nos últimos dias na Câmara dos Deputados: a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6x1 e a possível revisão da chamada “taxa das blusinhas”, que incide sobre compras internacionais de baixo valor. Ambas vêm sendo tratadas com prioridade e já avançam em etapas importantes do processo legislativo.
No caso da PEC que altera a jornada de trabalho, a proposta já superou uma fase crucial ao ter sua admissibilidade aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Isso significa que o texto foi considerado compatível com a Constituição e agora segue para análise de mérito em uma comissão especial antes de ser levado ao plenário da Câmara.
As propostas em discussão buscam reduzir a carga horária semanal, atualmente limitada a 44 horas, além de eliminar o modelo de seis dias consecutivos de trabalho com apenas um de descanso. Entre as alternativas debatidas estão jornadas de até 36 horas semanais e até mesmo modelos com mais dias de folga, como a escala 4x3.
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A medida tem forte apelo popular e é defendida como uma forma de melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, reduzindo o desgaste físico e mental. Por outro lado, especialistas e representantes do setor produtivo alertam para possíveis impactos econômicos, como aumento de custos para empresas e necessidade de novas contratações.
Paralelamente, outra pauta que vem ganhando destaque é a revisão da tributação sobre compras internacionais, conhecida popularmente como “taxa das blusinhas”. O tema voltou ao debate diante da pressão popular e do impacto direto no bolso dos consumidores, especialmente aqueles que utilizam plataformas estrangeiras de comércio eletrônico.
Atualmente, a cobrança prevê uma taxa de cerca de 20% sobre compras de até 50 dólares. A possibilidade de redução ou flexibilização desse imposto vem sendo discutida entre parlamentares e o governo federal, que avaliam alternativas para equilibrar arrecadação e popularidade da medida.
O presidente da Câmara tem sinalizado disposição para acelerar a análise dessas propostas, destacando que temas com forte repercussão social tendem a ganhar prioridade na pauta legislativa, especialmente em um cenário pré-eleitoral.
A combinação dessas duas discussões — redução da jornada de trabalho e alívio tributário — evidencia uma tentativa de responder a demandas populares em diferentes frentes, tanto no mercado de trabalho quanto no consumo.
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Apesar do avanço, ambas as propostas ainda precisam passar por etapas importantes antes de uma possível aprovação definitiva. No caso da PEC, será necessário obter apoio qualificado no plenário, com votação em dois turnos. Já a revisão da tributação depende de articulação política e análise do impacto fiscal.