Gigante asiático diz que medidas não devem ser reconhecidas, nem aplicadas, nem respeitadas
O governo chinês advertiu neste sábado que não acatará as sanções impostas pelos Estados Unidos contra cinco empresas de seu país acusadas de comprar petróleo do Irã, país do qual o gigante asiático importa grande parte de seu petróleo bruto.
Nos últimos meses, com o objetivo de privar o Irã de suas receitas, Washington reforçou as sanções contra refinarias chinesas que se abastecem de petróleo da república islâmica a preços reduzidos.
Mas, em um comunicado, o Ministério do Comércio da China considerou que essas medidas não devem “ser reconhecidas, nem aplicadas, nem respeitadas”.
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Segundo o ministério, as sanções “proíbem ou restringem indevidamente as atividades econômicas, comerciais e conexas normais das empresas chinesas com terceiros países (...) e violam o direito internacional e as normas fundamentais que regem as relações internacionais”.
“O governo chinês sempre se opôs a sanções unilaterais que carecem de autorização da ONU e de fundamento no direito internacional”, acrescentou a instituição.
A medida se aplica a três empresas da província de Shandong — Shandong Jincheng Petrochemical Group, Shandong Shouguang Luqing Petrochemical e Shandong Shengxing Chemical — e a outras duas sediadas em outras partes da China: Hengli Petrochemical (Dalian) Refinery e Hebei Xinhai Chemical Group.
Na sexta-feira, Washington impôs sanções a outra empresa chinesa, à qual acusa de ter importado “dezenas de milhões de barris” de petróleo bruto iraniano, gerando à república islâmica receitas no valor de bilhões de dólares.
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O Ministério do Comércio não mencionou em seu comunicado essa empresa, Qingdao Haiye Oil Terminal Co.