Peritos podem solicitar dados a empresas de serviço na nuvem, como Apple e Google. Em alguns casos, a investigação recorre a programas de extração e análise de grandes volumes de dados.
De acordo com especialistas, ferramentas utilizadas por peritos conseguem extrair informações diretamente da memória dos celulares, incluindo conteúdos deletados. Programas específicos permitem acessar bancos de dados internos dos aparelhos e reconstruir o histórico de mensagens e arquivos.
Além do acesso físico aos dispositivos, investigadores também solicitam dados armazenados em serviços de nuvem, como backups mantidos por empresas de tecnologia. Esse material pode incluir conversas, registros de arquivos e outras informações sincronizadas automaticamente pelos usuários.
Em alguns casos, as apurações combinam dados extraídos de celulares com informações obtidas na nuvem, o que possibilita cruzamento de evidências e reconstrução detalhada das comunicações entre investigados.
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Esse tipo de tecnologia já foi utilizado em operações recentes para identificar trocas de mensagens, movimentações financeiras e documentos relevantes, contribuindo para o avanço das investigações.
Especialistas apontam que, mesmo quando o usuário tenta apagar dados, vestígios permanecem nos dispositivos ou em sistemas externos, o que permite sua recuperação por meio de técnicas forenses.
Segundo o perito, também existem programas capazes de recuperar mensagens de visualização única. Para isso, é necessário acessar diretamente o banco de dados do WhatsApp ou do Telegram, e não o aplicativo instalado no celular.
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Foto de visualização única no WhatsApp
(Foto: Divulgação/WhatsApp)
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O uso dessas ferramentas é autorizado judicialmente e segue protocolos legais, sendo considerado um dos principais recursos no combate a crimes digitais e financeiros.