O quinto dia do julgamento está centrado em um dos pontos mais sensíveis do caso Henry Borel: a origem das lesões encontradas no corpo do menino de 4 anos
O quinto dia do julgamento de Jairinho e Monique Medeiros trouxe novos detalhes sobre as lesões encontradas no corpo do menino Henry Borel, de apenas 4 anos.
Durante depoimento no Tribunal do Júri, o perito criminal Luiz Carlos Leal Prestes afirmou que a criança sofreu pelo menos “três momentos diferentes de agressão” na cabeça antes da morte.
Segundo o especialista, os ferimentos encontrados indicam sinais claros de espancamento e poderiam ter sido causados por pancadas, batidas contra superfícies rígidas ou até “cascudos”.
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O perito explicou que as lesões provocaram hemorragias sob o couro cabeludo e edema cerebral. Ao todo, segundo ele, Henry apresentava pelo menos 17 pontos de lesão espalhados pelo corpo.
Durante o depoimento, Prestes também rebateu a tese da defesa de que as marcas poderiam ter sido causadas por massagens cardíacas feitas no hospital. Ele afirmou que o procedimento de reanimação não seria capaz de provocar os ferimentos identificados na criança.
Outro momento que chamou atenção aconteceu quando o especialista declarou que conhecimentos médicos podem ser usados para causar agressões sem deixar marcas aparentes.
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Jairinho e Monique Medeiros respondem pela morte de Henry Borel e negam participação no crime. O julgamento segue no Rio de Janeiro.