Projeto da UFRPE utilizará microchips para rastrear espécies marinhas e reforçar ações de prevenção no litoral pernambucano.
Após 11 anos de interrupção, Pernambuco voltará a monitorar tubarões que circulam pelo litoral do estado. A iniciativa será retomada em julho por pesquisadores da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), que foram contemplados em um edital lançado neste ano para desenvolver o projeto de rastreamento das espécies.
O trabalho será coordenado pelo Núcleo de Educação Ambiental do Departamento de Pesca e Aquicultura da instituição e tem como principal objetivo ampliar o conhecimento sobre o comportamento e os deslocamentos dos tubarões que frequentam a costa pernambucana. As informações coletadas poderão servir de base para ações de segurança e políticas públicas voltadas à prevenção de incidentes.
Nesta nova etapa, duas espécies serão monitoradas: o tubarão-cabeça-chata e o tubarão-tigre, apontados como os principais envolvidos nos registros de ataques ocorridos no estado ao longo das últimas décadas.
Veja também

Seguranças são agredidos por ambulantes em estação da CPTM na Grande São Paulo. VEJA AS IMAGENS
Mega-Sena divulga resultado do concurso 3.014 e prêmio principal segue em disputa
O método consiste na captura dos animais para a instalação de transmissores eletrônicos, que permitem acompanhar seus movimentos após serem devolvidos ao mar. O sistema utiliza marcas ultrassônicas acopladas aos tubarões e receptores instalados em pontos estratégicos da costa para registrar a passagem dos animais monitorados.
Com a tecnologia, os pesquisadores poderão identificar padrões de deslocamento, áreas mais frequentadas e hábitos das espécies ao longo do litoral pernambucano, contribuindo para estudos científicos e estratégias de prevenção.
Pernambuco é um dos estados brasileiros com maior número de incidentes envolvendo tubarões. De acordo com dados do Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit), foram registrados 84 casos desde 1992. Desses, 70 ocorreram na Região Metropolitana do Recife e outros 14 em Fernando de Noronha.
Os episódios mais recentes aconteceram em um intervalo de pouco mais de 24 horas. No domingo (31), um menino de 11 anos foi atacado por um tubarão-cabeça-chata na praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes. Já na segunda-feira (1º), uma jovem de 19 anos sofreu um ataque de tubarão-tigre na praia de Boa Viagem e teve uma das pernas amputadas.
Diante desse cenário, especialistas reforçam a importância de medidas preventivas para reduzir os riscos aos banhistas. Entre as recomendações estão evitar entrar no mar com água turva, respeitar períodos de maré alta e priorizar áreas protegidas por arrecifes durante a maré baixa, quando essas formações naturais funcionam como uma barreira mais eficiente.
Os pesquisadores também orientam que os frequentadores das praias observem atentamente a sinalização de risco e sigam as instruções dos guarda-vidas, que monitoram diariamente as condições do mar e auxiliam na segurança dos banhistas.
A retomada do monitoramento é vista como um passo importante para ampliar o conhecimento científico sobre as espécies presentes no litoral pernambucano e fortalecer as estratégias de prevenção de novos incidentes.Após 11 anos de interrupção, Pernambuco voltará a monitorar tubarões que circulam pelo litoral do estado. A iniciativa será retomada em julho por pesquisadores da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), que foram contemplados em um edital lançado neste ano para desenvolver o projeto de rastreamento das espécies.
O trabalho será coordenado pelo Núcleo de Educação Ambiental do Departamento de Pesca e Aquicultura da instituição e tem como principal objetivo ampliar o conhecimento sobre o comportamento e os deslocamentos dos tubarões que frequentam a costa pernambucana. As informações coletadas poderão servir de base para ações de segurança e políticas públicas voltadas à prevenção de incidentes.
Nesta nova etapa, duas espécies serão monitoradas: o tubarão-cabeça-chata e o tubarão-tigre, apontados como os principais envolvidos nos registros de ataques ocorridos no estado ao longo das últimas décadas.
O método consiste na captura dos animais para a instalação de transmissores eletrônicos, que permitem acompanhar seus movimentos após serem devolvidos ao mar. O sistema utiliza marcas ultrassônicas acopladas aos tubarões e receptores instalados em pontos estratégicos da costa para registrar a passagem dos animais monitorados.
Com a tecnologia, os pesquisadores poderão identificar padrões de deslocamento, áreas mais frequentadas e hábitos das espécies ao longo do litoral pernambucano, contribuindo para estudos científicos e estratégias de prevenção.
Pernambuco é um dos estados brasileiros com maior número de incidentes envolvendo tubarões. De acordo com dados do Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit), foram registrados 84 casos desde 1992. Desses, 70 ocorreram na Região Metropolitana do Recife e outros 14 em Fernando de Noronha.
Os episódios mais recentes aconteceram em um intervalo de pouco mais de 24 horas. No domingo (31), um menino de 11 anos foi atacado por um tubarão-cabeça-chata na praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes. Já na segunda-feira (1º), uma jovem de 19 anos sofreu um ataque de tubarão-tigre na praia de Boa Viagem e teve uma das pernas amputadas.
Diante desse cenário, especialistas reforçam a importância de medidas preventivas para reduzir os riscos aos banhistas. Entre as recomendações estão evitar entrar no mar com água turva, respeitar períodos de maré alta e priorizar áreas protegidas por arrecifes durante a maré baixa, quando essas formações naturais funcionam como uma barreira mais eficiente.
Os pesquisadores também orientam que os frequentadores das praias observem atentamente a sinalização de risco e sigam as instruções dos guarda-vidas, que monitoram diariamente as condições do mar e auxiliam na segurança dos banhistas.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
A retomada do monitoramento é vista como um passo importante para ampliar o conhecimento científico sobre as espécies presentes no litoral pernambucano e fortalecer as estratégias de prevenção de novos incidentes.