Levantamento ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 8 de junho de 2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos
Uma pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) aponta que a maioria dos brasileiros concorda com a avaliação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre as novas tarifas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
De acordo com o levantamento, 46% dos entrevistados acreditam que as taxas impostas pelos norte-americanos são uma forma de retaliação ao Pix, sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central. Já 36% concordam com a versão apresentada pelo senador Flávio Bolsonaro, que atribui a decisão às declarações de Lula contra os Estados Unidos. Outros entrevistados disseram não concordar com nenhuma das versões ou não souberam responder.
A pesquisa também mostra vantagem de Lula na disputa de narrativas sobre o tema. Segundo os dados, 47% dos entrevistados concordam com a afirmação do presidente de que integrantes da família Bolsonaro tiveram influência no agravamento da crise comercial entre Brasil e Estados Unidos. Por outro lado, 35% apoiam a versão de Flávio Bolsonaro, que afirma ter atuado para evitar novas barreiras comerciais contra produtos brasileiros.
Veja também

Outro dado revelado pelo levantamento indica que 55% dos brasileiros acreditam que as tarifas impostas pelo governo norte-americano podem afetar negativamente a vida de suas famílias. A pesquisa também registrou que a maioria rejeita o argumento de que a relação comercial entre Brasil e Estados Unidos seria injusta para os norte-americanos.
Quando questionados sobre quem representa melhor a defesa dos interesses nacionais, 47% apontaram Lula, enquanto 37% citaram Flávio Bolsonaro. O resultado reforça a avaliação de que o presidente tem conseguido capitalizar politicamente a crise envolvendo o tarifaço anunciado por Trump.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
O levantamento ouviu 2.004 eleitores entre os dias 5 e 8 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.