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Pesquisadora critica restrições da Anvisa para uso da polilaminina em pacientes com lesões na medula
Foto: Divulgação

Tatiana Sampaio afirma que novas exigências dificultam o acesso ao tratamento experimental, enquanto agência destaca a falta de dados conclusivos sobre a segurança da substância.

 A pesquisadora Tatiana Sampaio, responsável pelos estudos com a polilaminina, criticou as restrições estabelecidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o uso compassivo da substância em pacientes com lesões na medula espinhal. As declarações foram feitas em um vídeo publicado nas redes sociais na quarta-feira (21).

 

Segundo a cientista, as regras adotadas em abril dificultam o acesso de pacientes ao tratamento experimental, principalmente em situações de emergência. Antes das mudanças, pessoas com lesões ocorridas há até três meses poderiam receber autorização para utilizar a substância.

 

Com as novas exigências, o uso compassivo passou a ser limitado a pacientes com lesões ocorridas há, no máximo, três dias e localizadas entre as vértebras T2 e T10, na região torácica da coluna. Tatiana afirma que o prazo reduzido dificulta o atendimento e faz com que poucos pacientes consigam cumprir os critérios estabelecidos.

 

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A polilaminina é uma substância experimental desenvolvida a partir de uma proteína encontrada na placenta humana. O objetivo das pesquisas é avaliar sua capacidade de estimular a regeneração de células nervosas danificadas após traumatismos na medula espinhal. Entretanto, sua eficácia e segurança ainda não foram comprovadas por estudos clínicos conclusivos.

 

A pesquisadora também questionou críticas feitas ao desenvolvimento da substância e defendeu a metodologia utilizada em seus estudos. Segundo ela, questionamentos de outros cientistas e manifestações públicas contribuíram para aumentar a controvérsia em torno do tratamento.

 

Em resposta, a Anvisa informou que as restrições foram estabelecidas diante da ausência de informações confiáveis sobre a segurança da polilaminina. A agência destacou que nove pacientes que receberam a substância fora do estudo clínico morreram, entre 119 aplicações realizadas. O laboratório responsável pelo desenvolvimento afirma que os óbitos não tiveram relação com o produto.

 

O órgão regulador também esclareceu que a indicação defendida pela pesquisadora é diferente daquela apresentada pelo laboratório responsável. Até o momento, não foi encaminhado nenhum pedido formal para modificar os critérios de autorização do uso compassivo.

 

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Apesar da autorização concedida em janeiro de 2026 para a realização de estudos clínicos, a Anvisa informou que a pesquisa ainda não havia começado até quinta-feira (22). A agência reforça a necessidade de acompanhamento adequado dos pacientes e de evidências científicas que comprovem a segurança e a eficácia da substância antes de uma utilização mais ampla.

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