Empresa diz que aumentou entregas ao mercado, enquanto reguladora exige mais previsibilidade no abastecimento.
A Petrobras informou que segue fornecendo ao mercado todo o volume de combustíveis produzido em suas refinarias, que operam atualmente em carga máxima. Em nota, a companhia destacou ainda que tem antecipado e ampliado as entregas às distribuidoras, com volumes cerca de 15% superiores aos inicialmente acordados para este mês.
A manifestação ocorre após a Agência Nacional do Petróleo Gás Natural e Biocombustíveis anunciar que notificará a estatal para garantir a oferta imediata de combustíveis referentes aos leilões de diesel e gasolina de março que foram cancelados.
A empresa afirmou que irá analisar detalhadamente a decisão da agência reguladora, avaliando seus impactos e implicações. Também reforçou que mantém uma relação de cooperação com a ANP e que continuará prestando todas as informações solicitadas pelo órgão.
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A suspensão dos leilões foi comentada pela presidente da companhia, Magda Chambriard, que explicou que a medida está relacionada à necessidade de reavaliar os estoques disponíveis. Segundo ela, o cenário internacional, marcado por incertezas no mercado de petróleo devido às tensões no Oriente Médio, influenciou diretamente a decisão.
De acordo com Chambriard, a Petrobras já vinha antecipando entre 10% e 15% das entregas, mas a continuidade dessa estratégia poderia comprometer o abastecimento interno. “As condições não permitiam manter esse ritmo sem risco de impactar a sociedade, que buscamos proteger da volatilidade do mercado internacional”, afirmou.
Por sua vez, a ANP informou que, após a notificação, a Petrobras deverá apresentar informações detalhadas sobre sua operação, incluindo previsão de importações, volumes a serem ofertados, preços, cronograma de chegada de cargas e identificação de navios, entre outros dados que aumentem a transparência e a previsibilidade do setor.
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Apesar do impasse, a agência reguladora destacou que, até o momento, não há indícios de desabastecimento no país. Segundo o órgão, as condições atuais do mercado interno seguem estáveis, considerando tanto a produção nacional quanto as importações.