Ajuste ocorre após quase um ano sem aumento e em meio à alta do petróleo no mercado internacional
A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (13) um reajuste no preço do diesel vendido às distribuidoras. A partir deste sábado (14), o valor do combustível terá aumento de R$ 0,38 por litro.
Com a mudança, o preço médio do diesel A comercializado pela companhia passará a R$ 3,65 por litro para as distribuidoras. Já a participação da estatal no preço final do diesel B vendido nos postos será, em média, de R$ 3,10 por litro.
O anúncio foi feito um dia depois de o governo federal divulgar medidas para tentar reduzir o custo do combustível. Entre as ações anunciadas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está a isenção dos tributos federais PIS e Cofins sobre o diesel, além da criação de uma subvenção de R$ 0,32 por litro destinada a produtores e importadores do combustível.
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Segundo a Petrobras, o último reajuste aplicado ao diesel vendido às distribuidoras havia sido uma redução registrada em maio de 2025, cerca de 311 dias atrás. O último aumento, por sua vez, ocorreu em fevereiro do mesmo ano.
A companhia destacou que, mesmo com o novo reajuste, o preço do diesel A vendido às distribuidoras acumula queda de R$ 0,84 por litro desde dezembro de 2022, o que representa redução de cerca de 29,6% considerando a inflação do período.
Antes mesmo da confirmação do aumento pela estatal, alguns postos de combustíveis no país já vinham registrando elevação nos preços repassados pelas distribuidoras, com acréscimos que chegavam a R$ 0,80 por litro.
PRESSÃO INTERNACIONAL
A decisão ocorre em meio à alta do petróleo no mercado global, impulsionada por tensões geopolíticas envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel.
O barril do Brent, que no início do ano era negociado próximo de US$ 70, chegou a ultrapassar US$ 120 durante os momentos mais intensos da escalada do conflito. Na tarde desta sexta-feira, a cotação estava em US$ 101,72, com alta de cerca de 1,25%.
Durante a apresentação do balanço da empresa no início do mês, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que a companhia vinha acompanhando com cautela a volatilidade do mercado de combustíveis.
Segundo ela, em períodos de maior instabilidade internacional, a empresa intensifica o monitoramento diário das cotações para decidir se haverá necessidade de ajustes nos preços.
Dados da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis indicam que ainda existe diferença entre os preços praticados pela Petrobras e os valores internacionais, com defasagem média estimada em 72% para o diesel e 43% para a gasolina.