Três membros do bando, incluindo Lucas Alexandre, considerado o líder, foram presos em ação policial na quinta-feira
O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou cinco integrantes de uma organização criminosa suspeita de produzir e vender armas fabricadas com impressoras 3D. Segundo as investigações, o grupo operava com estrutura organizada e divisão de funções para desenvolver, divulgar e comercializar armamentos e acessórios ilegais pela internet.
As armas produzidas pelo grupo são conhecidas como “ghost guns” (armas fantasmas), pois não possuem número de série e, por isso, são difíceis de rastrear pelas autoridades. A apuração aponta que o material teria sido comercializado para compradores em pelo menos 11 estados brasileiros entre 2021 e 2022.
De acordo com a denúncia, a organização tinha um líder responsável pelo desenvolvimento do armamento e outros integrantes que atuavam em áreas como produção de peças metálicas, apoio técnico e divulgação dos produtos nas redes e na internet.
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O principal suspeito apontado pelas autoridades é Lucas Alexandre Flaneto de Queiroz, considerado o mentor do esquema. Ele teria desenvolvido o projeto de uma arma semiautomática chamada Urutau, além de divulgar manuais e orientações técnicas que permitiam a fabricação do armamento com equipamentos de impressão 3D.
Outro integrante, Gianluca Bianchi, é apontado como colíder e teria contribuído com a produção das partes metálicas das armas, que não podem ser feitas apenas com material plástico. Já Vinicius Soriano Hernandes atuava na parte técnica e na divulgação do projeto, enquanto Luigi Barbin da Costa participava do teste e aperfeiçoamento dos protótipos. João Guilherme Pinto, por sua vez, teria colaborado na divulgação e no material de design relacionado ao grupo.

Foto: Reprodução
A quadrilha foi alvo da Operação Shadowgun, que cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão em diversos estados do país. A investigação identificou ainda que os suspeitos utilizavam plataformas online e criptomoedas para comercializar peças e financiar as atividades ilegais.
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Segundo as autoridades, o grupo pode responder por crimes como organização criminosa, comércio ilegal de armas e lavagem de dinheiro. Parte do armamento produzido teria chegado a pessoas com antecedentes criminais e possível ligação com facções.