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Petróleo despenca após acordo entre EUA e Irã e mercado global reage com otimismo
Foto: Divulgação

Reabertura do Estreito de Ormuz derruba preço do barril Brent, impulsiona ativos internacionais e reduz temores sobre o abastecimento global de petróleo.

O mercado internacional encerrou a segunda-feira (15) com forte repercussão do acordo firmado entre Estados Unidos e Irã, que resultou na reabertura do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo.

 

Como reflexo da redução das tensões no Oriente Médio, o barril do petróleo Brent, referência global para o setor, registrou queda de 4,76% e fechou cotado a US$ 83,17. O recuo foi impulsionado pela expectativa de normalização do fluxo da commodity na região, por onde circula cerca de 20% da produção mundial transportada por via marítima.

 

A diminuição dos riscos geopolíticos favoreceu os mercados internacionais, estimulando a valorização de ativos considerados mais arriscados e reduzindo a busca por investimentos defensivos.

 

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No Brasil, porém, o cenário foi diferente. O principal índice da Bolsa de Valores encerrou o pregão em queda de 0,42%, aos 170.415 pontos, pressionado principalmente pelo desempenho das ações de empresas ligadas ao setor de petróleo e instituições financeiras.

 

O dólar também apresentou leve alta frente ao real, encerrando o dia cotado a R$ 5,06, avanço de 0,06%.

 

Apesar do alívio observado nos contratos futuros de juros, investidores continuaram demonstrando cautela em relação ao ambiente econômico doméstico. Entre os fatores de preocupação estão as perspectivas para a inflação e o impacto das despesas públicas sobre as contas do governo.

 

Dados recentes do Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, apontaram deterioração das expectativas para inflação e juros nos próximos anos, reforçando a percepção de maior dificuldade para uma redução mais acelerada da taxa básica de juros.

 

Na curva de juros futuros, os contratos registraram queda moderada. A taxa dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 recuou para 14,24%, enquanto os contratos para janeiro de 2029 fecharam em 14,33%.

 

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Para analistas do mercado financeiro, a redução das tensões internacionais tende a beneficiar a economia global. No entanto, fatores internos continuam influenciando o comportamento dos investidores brasileiros, que seguem atentos às perspectivas fiscais e aos desafios para o controle da inflação nos próximos meses. 

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