Na segunda-feira, o Brent e o WTI, as duas principais referências da commodity, avançaram quase 10%, maior alta desde 2020
Os preços internacionais do petróleo voltaram a subir nesta terça-feira (14) e o barril do tipo Brent ultrapassou a marca de US$ 86, impulsionado pela escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã. O mercado reagiu às novas medidas anunciadas pelo presidente Donald Trump, que ampliou o bloqueio naval contra o país persa e prometeu cobrar uma taxa de 20% sobre cargas que passarem pelo Estreito de Ormuz.
A valorização da commodity ocorre porque o Estreito de Ormuz é uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo. Cerca de um quinto da produção global passa pela região, e qualquer ameaça ao fluxo de navios aumenta o temor de desabastecimento e pressiona os preços internacionais.
Além do bloqueio, Trump afirmou que os Estados Unidos atuarão como "guardiões" da passagem marítima, justificando a cobrança da taxa como forma de custear a segurança na região. O anúncio provocou forte reação do Irã, que voltou a ameaçar responder a qualquer tentativa de interferência americana no estreito.
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A disparada do petróleo também aumentou a preocupação dos mercados financeiros. Analistas alertam que um conflito prolongado no Oriente Médio pode elevar os custos da energia, pressionar a inflação global e dificultar novos cortes de juros por bancos centrais em diversas economias.
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O avanço da cotação também já repercute sobre empresas do setor de energia e transporte. Enquanto companhias petrolíferas tendem a ser beneficiadas pela alta do barril, setores que dependem fortemente de combustíveis, como aviação e logística, podem enfrentar aumento de custos caso a crise no Golfo Pérsico continue se agravando.