Conflito no Oriente Médio volta a elevar temores sobre a oferta global da commodity; mercado teme interrupções prolongadas nas exportações da região
O preço do petróleo voltou a disparar nesta quarta-feira (22), impulsionado pelo aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã. O barril do Brent ultrapassou a marca de US$ 95 pela primeira vez desde o início de junho, diante do temor de que o conflito provoque interrupções prolongadas no fornecimento da commodity.
Por volta das 6h45, no horário de Brasília, o Brent para entrega em setembro subia 4,4%, cotado a US$ 95,02. O WTI, referência no mercado americano, avançava 4,5%, para US$ 88,16. Mais tarde, os preços reduziram parte dos ganhos, mas continuaram em forte alta.
A escalada ocorre após uma nova onda de ataques entre Washington e Teerã. Os Estados Unidos bombardearam alvos iranianos pela 11ª noite consecutiva, enquanto o Irã realizou ataques contra instalações militares americanas em países como Bahrein, Kuwait e Jordânia.
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A preocupação do mercado aumentou ainda mais depois que um petroleiro foi atingido no Estreito de Ormuz, principal rota para o transporte de petróleo do Oriente Médio. Ao mesmo tempo, os Houthis, grupo apoiado pelo Irã, anunciaram um bloqueio naval contra a Arábia Saudita, elevando os riscos para o tráfego no Estreito de Bab el-Mandeb.
As duas passagens são consideradas estratégicas para o comércio internacional de petróleo. Qualquer restrição prolongada à circulação de navios pode reduzir a oferta global e provocar novas altas nos preços da commodity.
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A disparada do petróleo também aumenta a pressão sobre os bancos centrais, que podem enfrentar dificuldades para controlar a inflação. Com a energia mais cara, crescem os riscos de aumento nos custos de transporte e produção, enquanto investidores passaram a considerar a possibilidade de novas altas nos juros nos Estados Unidos e na zona do euro até o fim do ano.