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PF revela codinomes usados por investigados em esquema bilionário de fraudes no INSS
Foto: Divulgação

Relatório da Operação Sem Desconto mostra que suspeitos utilizavam apelidos e linguagem cifrada para tentar esconder negociações ligadas ao esquema que pode ter causado prejuízo de R$ 6 bilhões.

A Polícia Federal revelou novos detalhes sobre o esquema de fraudes que atingiu aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Em relatório encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), os investigadores afirmam que os suspeitos utilizavam codinomes e mensagens cifradas para dificultar a identificação dos envolvidos nas negociações.

 

Entre os apelidos identificados está o do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS". Segundo a PF, ele era chamado pelo então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, de "motoqueiro" e também de "senza capelli", expressão em italiano que significa "sem cabelo" ou "careca".

 

As mensagens analisadas foram extraídas de celulares e outros equipamentos apreendidos durante a investigação da Operação Sem Desconto, que apura um esquema de descontos irregulares realizados em benefícios previdenciários por meio de associações.

 

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O relatório também aponta que outros investigados recebiam apelidos para ocultar suas identidades. O ex-procurador-geral do INSS, Virgílio Filho, era identificado como "malvado", enquanto Carlos Roberto Ferreira Lopes, ex-presidente da Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), aparecia nas conversas como "painho" e "funai". Lopes é considerado foragido pela Justiça.

 

De acordo com a Polícia Federal, o uso de codinomes fazia parte da estratégia do grupo para esconder os verdadeiros assuntos discutidos e evitar que as conversas revelassem a participação dos integrantes no esquema criminoso.

 

Ao todo, 48 pessoas foram indiciadas por corrupção e outros crimes relacionados às fraudes. Antônio Carlos Camilo Antunes é apontado como um dos principais articuladores da organização, responsável por intermediar descontos indevidos em aposentadorias e pensões de milhares de beneficiários.

 

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O indiciamento integra o primeiro relatório final da Operação Sem Desconto. Segundo as investigações, as irregularidades podem ter causado um prejuízo estimado em R$ 6 bilhões aos segurados do INSS, tornando o caso um dos maiores escândalos envolvendo benefícios previdenciários no país. 

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