Manifestação consta nos autos do inquérito do caso Master, que teve o sigilo levantado após pedido de Edson Fachin
A Procuradoria-Geral da República (PGR) apontou que o deputado Eduardo Bolsonaro teria orientado a gestão, nos Estados Unidos, de recursos relacionados ao financiamento do filme Dark Horse, produção sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. As informações fazem parte da investigação que apura a origem e a movimentação de valores destinados ao longa.
Segundo a apuração, parte dos recursos teria sido enviada para os Estados Unidos por meio de estruturas financeiras ligadas ao projeto. A PGR classificou como “aporte ilícito” os repasses feitos pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, ao filme. O caso está sob investigação no Supremo Tribunal Federal.
Os investigadores também analisam a participação de Flávio Bolsonaro nas tratativas relacionadas ao financiamento da produção. O senador é investigado em um inquérito conduzido pelo ministro André Mendonça, que apura possíveis irregularidades envolvendo os recursos destinados ao longa. Flávio nega irregularidades e afirma que o filme foi financiado com dinheiro privado.
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A investigação busca esclarecer ainda como os valores foram administrados no exterior e qual teria sido exatamente a participação de Eduardo Bolsonaro nesse processo. Os documentos analisados pelas autoridades também levantam dúvidas sobre a destinação de parte do dinheiro, incluindo recursos que passaram por estruturas financeiras nos Estados Unidos.
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O caso Dark Horse possui ainda uma segunda frente de investigação, conduzida pelo ministro Flávio Dino, que apura suspeitas de desvio de emendas parlamentares para financiar a produção. As apurações são distintas e envolvem diferentes suspeitas. Até o momento, os investigados não foram condenados, e as circunstâncias sobre a origem e a destinação dos recursos continuam sendo analisadas pelas autoridades.