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PGR pede condenação de Eduardo Bolsonaro por suposta pressão contra ministros do STF
Foto: Divulgação

Paulo Gonet afirma que deputado atuou para intimidar integrantes do Supremo e buscar sanções internacionais contra autoridades brasileiras

O procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, pediu ao Supremo Tribunal Federal a condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro pelo crime de coação no curso do processo. Segundo a Procuradoria-Geral da República, o parlamentar teria atuado para pressionar ministros da Corte durante o julgamento de ações relacionadas à tentativa de golpe de Estado.

 

Nas alegações finais enviadas ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, Gonet afirma que Eduardo Bolsonaro teria desenvolvido ações nos Estados Unidos com o objetivo de incentivar sanções contra autoridades brasileiras e medidas econômicas prejudiciais ao Brasil.

 

De acordo com a PGR, o ex-deputado buscava interferir diretamente no andamento da Ação Penal 2668, processo que teve o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros investigados como réus por suposta participação em trama golpista.

 

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Para o procurador-geral, as ações atribuídas a Eduardo Bolsonaro configuram uma estratégia contínua de intimidação e pressão sobre integrantes do Judiciário brasileiro.

 

Gonet afirmou que o parlamentar teria criado um “clima de instabilidade e temor” ao projetar possíveis represálias internacionais contra autoridades brasileiras, além de expor o país a um cenário de desgaste diplomático.

 

Segundo o documento, a principal motivação seria impedir condenações relacionadas ao chamado “caso do golpe”.

 

A PGR também rejeitou o argumento de que as declarações e ações do ex-deputado estariam protegidas pela liberdade de expressão. Para Gonet, o direito à manifestação não pode ser utilizado como instrumento para ameaçar ou constranger membros do Poder Judiciário.

 

Além da condenação pelo crime de coação no curso do processo, na modalidade continuada, o procurador também solicitou a fixação de indenização mínima pelos danos causados.

 

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Eduardo Bolsonaro virou réu no caso em novembro de 2025, após a Primeira Turma do STF aceitar a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República. 

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