Resultado veio ligeiramente acima do previsto pelo mercado, mas é um freio em relação à alta de 1,3% registrada no início do ano
O Produto Interno Bruto (PIB, que é o conjunto de bens e serviços produzidos pelo país) do segundo trimestre deste ano cresceu 0,4%, um pouco acima das projeções de analistas do mercado, que previam uma elevação de 0,3%. Os dados foram divulgados pelo IBGE, nesta terça-feira (dia 2).
O resultado foi impulsionado pelo setor de serviços, com o mercado de trabalho aquecido, o desemprego nas mínimas históricas e a renda média da população em alta.
Ainda assim, o número representou uma forte desaceleração em relação ao primeiro trimestre do ano, quando o PIB cresceu 1,3%. O freio na economia é resultado direto da alta de juros promovida pelo Banco Central (BC) para conter a inflação.Economistas já esperavam que o número mostrasse uma perda de fôlego, com o efeito da supersafra de soja concentrado no primeiro trimestre e o aperto nas condições de crédito impedindo o crescimento maior de setores como a indústria e os investimentos.
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No primeiro trimestre, a produção recorde de soja fez o setor agropecuário ter um crescimento robusto, o que se somou ao forte consumo das famílias e aos investimentos acima do esperado, puxando o PIB para cima.
Agora, o mercado de trabalho continua como fator de sustentação para setores sensíveis à renda, mas o cenário de política de juros apertada começa a atingir mais fortemente os setores mais relacionados ao crédito. A taxa básica de juros Selic, que estava em 10,75% ao ano em novembro de 2024, agora está em 15% ao ano.
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Os números do segundo trimestre do PIB ainda não refletem os efeitos do tarifaço do presidente americano Donald Trump sobre as exportações brasileiras, nem o cenário de maior incerteza global com a nova política protecionista dos Estados Unidos com todos seus parceiros comerciais.
Fonte: Extra