Estrutura provisória do Grupo Chibatão será utilizada para receber navios de grande porte e reduzir os impactos da descida dos rios sobre o transporte de cargas no Amazonas
O avanço do período de vazante dos rios do Amazonas levou o Grupo Chibatão a enviar uma estrutura de píer provisório flutuante para o município de Itacoatiara, a 176 quilômetros de Manaus. A medida busca antecipar possíveis dificuldades de navegação e evitar que a redução do nível dos rios provoque novos obstáculos para o transporte de cargas e o abastecimento do Estado.
A estrutura possui 277,5 metros de extensão e será instalada em um trecho considerado estratégico para a operação durante o período de águas baixas. A proposta é utilizar o píer como uma extensão temporária da estrutura portuária, permitindo que navios de grande porte realizem operações de carga em uma área onde as condições de navegação tendem a permanecer favoráveis por mais tempo.
Com a vazante, a formação e o aumento de bancos de areia podem dificultar a passagem de embarcações de grande calado em determinados trechos dos rios. A estratégia adotada em Itacoatiara busca reduzir esse risco e garantir a continuidade da chegada de insumos e mercadorias ao Amazonas.
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Segundo as informações da operação, aproximadamente 110 trabalhadores deverão atuar no município durante as atividades relacionadas ao píer. A equipe será responsável pelo suporte à operação das embarcações e pelo processo de transferência das cargas.
Itacoatiara ocupa uma posição estratégica na logística amazonense por estar às margens do rio Amazonas e permitir o acesso de embarcações que seguem em direção ao Estado. A utilização da estrutura provisória também repete uma estratégia adotada durante a estiagem do ano passado, quando a redução dos níveis dos rios provocou dificuldades para o transporte fluvial.
Os dados do Serviço Geológico do Brasil (SGB) indicam que o período de vazante avança em diferentes pontos da bacia amazônica, com redução dos níveis registrados nos rios Negro, Solimões, Purus, Madeira e Amazonas.
Em Manaus, o Rio Negro chegou a 21,44 metros, mantendo uma trajetória de queda na régua do Porto de Manaus. A redução do nível do rio pode afetar diretamente a navegação, especialmente em trechos mais rasos, além de aumentar os desafios para o transporte de passageiros e cargas entre municípios.
A preocupação com a logística ocorre porque o transporte fluvial é fundamental para a entrada de produtos e insumos no Amazonas. Alterações nas condições de navegação podem aumentar o tempo das viagens, exigir mudanças nas rotas e elevar os custos das operações.
Além da preparação para a vazante, o setor também passou a operar sob novas regras relacionadas às chamadas taxas de seca. A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) estabeleceu exigências para a cobrança de valores adicionais associados às condições de navegação durante períodos de baixo nível dos rios.
As regras determinam a necessidade de comprovação técnica e de comunicação antecipada por parte dos armadores para o repasse desses custos aos clientes. A medida busca dar maior transparência à cobrança de valores adicionais provocados pelas condições excepcionais de navegação.
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Com a instalação do píer provisório em Itacoatiara, a operação logística pretende manter o fluxo de mercadorias durante o avanço da vazante e reduzir a possibilidade de interrupções no transporte de cargas destinadas ao Amazonas.