Após ser deixado ferido por comparsas, quadro avançado de infecção foi atribuído à bactéria comedora de carne
O piloto brasileiro Márcio Uebel Hübner, de 49 anos, procurado pela Justiça por suspeita de envolvimento com o tráfico internacional de drogas, morreu na Colômbia após desenvolver uma grave infecção que provocou necrose em partes do corpo. Ele estava internado sob custódia das autoridades colombianas quando seu estado de saúde se agravou.
Hübner teria sido deixado ferido por comparsas às margens de um rio, em uma região de selva, e posteriormente levado para atendimento médico em Inírida, no departamento de Guainía. Durante a identificação no hospital, as autoridades descobriram que havia uma notificação internacional da Interpol contra ele.
A infecção foi associada à chamada “bactéria comedora de carne”, expressão popular utilizada para descrever casos graves de infecções que podem provocar rápida destruição dos tecidos. O quadro evoluiu para necrose nas extremidades e, posteriormente, para falência de múltiplos órgãos. Hübner morreu em 20 de agosto de 2026, cinco dias após ser colocado sob custódia.
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O brasileiro era procurado desde 2022, quando uma aeronave que transportava cerca de 656 quilos de cocaína fez um pouso forçado em Jales, no interior de São Paulo. Segundo as investigações, Hübner foi apontado como piloto da aeronave e teria participado da logística e do transporte da droga. Ele fugiu antes da chegada das autoridades.
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Durante os anos em que permaneceu foragido, Hübner teria circulado entre Brasil, Venezuela e Colômbia, realizando voos ligados ao transporte de drogas. As investigações também apontavam uma possível ligação com estruturas comandadas pelo dissidente colombiano Iván “Mordisco”. O pedido de extradição feito pelo Brasil não chegou a ser concluído devido à morte do piloto.